Diz o José ,perante a constatação do óbvio. A máfia da corrupção e da falta de vergonha nunca tinha chegado a isto


A Science-Brain & Mind technological Research Centre”, uma instituição científica finlandesa que desenvolve estudos na área da neurofisiologia e da informática, acaba de assinar com a Câmara Municipal, o Clube Náutico e o Centro de Saúde de Mértola um memorando de colaboração para o desenvolvimento de um projecto de investigação científica sobre a actividade cerebral (EEG) e demografia naquele concelho alentejano.
Os trabalhos de investigação vão tornar-se extensivos a áreas tradicionais do conhecimento como é o caso da arqueologia e a etnografia, para observar as especificidades no campo da saúde pública na região de Mértola.
A instituição finlandesa pretende procurar caracterizar a actividade electrofisiológica cerebral (EEG) da população e as patologias e distúrbios que directamente se relacionam com esta actividade, no «momento de registo»...
...o estudo pretende aumentar e diversificar o foco de investigação científica quer dentro do âmbito nacional quer internacional."

Tinha-me passado ao lado, esta notícia que o “Sexo dos Anjos” também achou estranha. Pode ser estropianço de jornalista, mas o que é que vêm testar para no Alentejo e o como é que uma Câmara Municipal e um Clube Náutico podem assinar protocolo com investigações que incluem cobaias humanas e até testes de farmacologia? E que tem isso a ver com escavações mouriscas, saúde pública, etnologia e canoagem? Já agora, os mertolenses sabem e delegaram autorização a quem?

Imagem: Milo Rambaldi (frankenstoino e profeta do século XV) via

"Quando não é preciso mudar é preciso não mudar"(Bourget).

Como é que nunca me lembrei... Ser-se conservador é isto- todo um programa numa única frase.



O Cocanha tem a comunicar que apoia o Rudy Giuliani para mayor de Lisboa.










“Murder and graffiti are two vastly different crimes. But they are part of the same continuum, and a climate that tolerates one is more likely to tolerate the other.”






A ver se não era uma limpeza














zazie e musaranho coxo

ara fazer pendant com uma prendinha do Il migglior fabbro.


Pois é, o Céline também não gostava da vida fingida dos “movies”. Mas eu gosto de “movies” desde que me conheço e dificilmente me imaginaria a viver sem eles.

É uma espécie de chamamento “primordial”. De vez em quando vem o apelo do mar, o de me perder pelos campos em busca de uma igrejinha medieval e de uma gárgula desconhecida ou o dos comboios e das velhas bibliotecas. O resto é mais trivial e o teatro, por exemplo, sempre foi facilmente substituível por escrito.

Como tudo o que é bom, e se deve saborear com calma, não vou muito ao cinema. Já fui quando ainda tinha muita coisa para conhecer. Mas, gostar de cinema não é só ver “grandes obras”. É chegar de viagem, depois de muitos dias fora da “civilização” e ir a correr com mala de viagem (e até com família e amigos atrás) para dentro de um filme.

Gostar de cinema é também ter um qualquer prazer por “géneros menores”- daquele mundo que só existe no celulóide. Perco-me por policiais de série B, por qualquer treta de terror de série Z e por filmes de cowboys.

Começando por estes, porque também podem entrar entre os eleitos de sempre- corroboro o Imperdoável escolhido pelo Dragão. Podia escolher um Ford, podia eleger o Pekimpah e até outro do Clint, mas vai mesmo o Unforgiven, que me lembro de ter visto num dia em que me deu um amok e tive vontade de fazer umas baixas no local de trabalho. Safou-me o Clint e valeu pela troca.



Antes do Unforgiven ou The Searchers (a Desaparecida), ou de todo o Hitchkock, está o Bresson e aposto que vai ser por aqui que a Cris também vai começar. Pelo Bresson ou pelo Ozu. Difícil é escolher um Bresson- Podia ser Au Hasard Balthazar que, nem sei bem porquê, é o filme da minha vida, mas vai o “Fugiu um Condenado à Morte”. Memória de cárcere numa meticulosa obra de “alfaiate” a trabalhar a par da sorte.

O terceiro faz parte das fantasias de aventura que enchem a alma e dão belas lições para a vida- Moonflet (O Tesouro do Barba Ruiva) do Fritz Lang

E fico mesmo por aqui. Filmes não faltam no Cocanha.
Segue trabalho para a fraülein Cris-Dias Felizes (agora que desencantou o meu Millet que me lembra a Marie, depois de violada, escolhido pelo Manoel De Oliveira para encantar o Piccoli. Quem havia de dizer...)

[post “puxado” para cima]

Ao que consta, o nosso Primeiro Ministro é o autor do processo movido ao blogger António Balbino Caldeira, pelas pertinentes dúvidas metódicas que levantou, de há 2 anos a esta parte, acerca do seu currículo académico.

Pois bem, o Cocanha tem a dizer que as mesmas dúvidas teria levantado, caso tivesse “faro” para tanto. Quanto ao resto e a tudo o que foi publicado pelo blogger, assim como pelos jornais que aí foram buscar factos e investigação limpa, só tem a dizer que assina por baixo.
Deste modo, espera-se poupar trabalho em todos os demais processos por copy paste que o nosso Primeiro deseje mover ao seu povo.

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Nota: Neste blogue usa-se nick, por também fazer parte dos direitos de qualquer blogger o uso do anonimato. No entanto, o António Balbino Caldeira pode contar comigo como testemunha abonatória da sua rectidão moral e defesa do direito a se expressar livremente.
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{post de dia 20/06}
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Adenda [6/07] Petição para assinar: aqui

Então não é que o chinoca clandestino do caríssimo Réprobo teve a ideia tonta de nomear esta vergonha pública do Cocanha para maravilha do éter?


Como uma desgraça nunca vem só, agora tenho de passar a corrente a verdadeiros colossos que por aí vagueiam.
Está claro que nestas coisas sou sempre muito séria e imparcial. Por isso mesmo, e por ser verdade, retribuo em primeiro lugar para o grande erudito com fraquezas nas escolhas (como se prova por se lembrar de nós), nomeio também os meus caros amigos Dragão (like water, be like water, my friend...), José e GL Lda; Dias Felizes (cada vez mais taoistas); Timshel no Dazibao celestial e mais Timshel e católicos, versus evangélicos, no surpreendente Trento na Língua e vão seis; falta um, que desta vez vai ser o blogue semi-morto de que mais gosto- Os espelhos Velados.

Foi uma injustiça não referir outros blogues semi-mortos- como o do meu afilhado e aquela abóbora palatina que se finou na flor da idade; um semi-vivo da menina Triciclinho (podia postar uma vez por ano que é sempre uma festa), dois que lá vão mexendo as cores ou um dedo- das minhas queridas amigas Aninhas e Lídia ; o bacano do Marreta Animal (que podia nem postar que é sempre uma graça); o Carlos-Ideias Soltas com quem tenho boas afinidades e nunca o tinha dito publicamente (e em privado muito menos) e mais um clássico com trabalho de formiguinha; um blogue tão bonito quanto o Il miglior fabbro , já para não falar nos es trangeiros e emigrantes, ou mesmo no desalmado do maradona -mas esse é bem-feita que não me passou as bebidas.
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[a imagem é só para ilustrar uma verdadeira e eterna maravilha e foi roubada na triciclo que, juntamente com a Gabriela , é das poucas que percebe dessoutras maravilhas]




esperemos que os americanos aprovem o
Tiago

É que eu, também diria que hei-de ser uma eterna apoiante da Narragónia e ainda estou à espera do convite dos habitantes











an anti-terrorism bag



















Ted Noten, 2007





(e prinicpalmente para um clandestino que aparece pela calada) só se abrem destas janelas


[ia uma retrospectiva da Vitti, não ia?
Há-de ir]

A partir de hoje o Cocanha passa a contar com um delegado oficioso para os media


É licenciado pela Aberta mas convém manter a porta fechada, fora das horas de expediente.

[gorila via]


clicar na imagem

[...] Outrora, nos dias de trovoada, as criadas da minha casa gritavam por São Jerónimo, ao fuzilar de cada relâmpago.

Aqueles gritos desenhavam-me a figura do Santo, num instantâneo clarão vermelho, em negro fundo de ribombo cavernoso. Essa figura lívida ficou-me, na memória, com uma nuvem que pairou, sinistra e cor de bronze, nos fraguedos do Marão; a serra das trovoadas de São Jerónimo e de outros santos e santas da tempestade. Já decorreram mais de cinquenta anos; um número que, acrescentado de dois zeros, atiraria comigo para lá dos reis da Babilónia e dos Faraós do Egipto. Viajo através do tempo... [...]

Teixeira de Pascoaes, São Jerónimo
foto via

Umas voltinhas de coelha de Hotel para o Gallo.


Querem-me assassinar. Mataram-me. Acabei.
Justiça, Deus do céu! Oh da ronda! oh da guarda!
Estou perdido e morto. Um chuço! uma espingarda!


Aqui del-rei, ladrões! Ladrões, aqui del-rei!

Roubaram-me o meu sangue, os meus dez mil cruzados.
Quem seria? quem foi? persigam-me os malvados!
Quem mos trouxer co roubo, of’reço-lhe um quartinho...
meia moeda... mais, que eu nunca fui mesquinho.
Para onde fugiu? Onde está ele? aonde?
Corram, vasculhem tudo, a ver onde se esconde.
Ali não!... Aqui não!... Agarra o bandoleiro!
Vê-lo cá vai... Agarra, agarra o meu dinheiro!
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Filei-te, mariolão! Larga o que não é teu!...
Estou perdido e doido; o que apanhei, fui eu.
E eu quem sou? onde estou? que hei-de fazer? que posso?
Ah, meus ricos dobrões, se eu era todo vosso,
como pudestes vós deixar-me só no mundo!!
Que situação! que horror! que inferno tão profundo!
Ninguém tem dó de mim; sou Lázaro; sou Job.
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Perdi tudo, e ninguém, ninguém de mim tem dó.
.................
Enforcar tudo a esmo, até que surda alguém
co meu cofre; aliás enforco-me eu também.
...................
De quem me hei-de eu valer! Demónio! Eu te requeiro:
Leva-me um olho... e os dois, mas dá-me o meu dinheiro.

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[cartoon: Maurice de Feraudy como Harpagão]

Um mal nunca vem só: para além de pencudos, ainda são neo-liberais

(...)Na sociedade moderna e crescentemente globalizada, onde as pessoas se deslocam facilmente de cidade em cidade ou até de país em país à procura de emprego e de oportunidades de vida, onde as relações familiares são cada vez mais fracas, o sentimento religioso mais ténue e a teia de relações pessoais e comunitárias cada vez mais débil, a rede de instituições espontâneas de solidariedade social é uma solução cada vez menos eficaz para lidar com os problemas da carência. Por isso, a cumprir-se a solução neoliberal, seriam muitas as pessoas nesta sociedade a dormir debaixo das pontes ou a morrer na rua por falta de alimentos ou de cuidados de saúde(...)

Então, ó mp-s, ó caramelos, ó harpagões, ó "anti-facistas" ceguinhos: esperneiem agora em conjunto com eles “:OP


Si la cavité buccale fonctionne seule, on a la voyelle chu-chottée.
Si le larynx fonctionne seul, on a la voyelle chantée.
Si les deux fonctionnent en même temps, on a la voyelle parlée.

Marage, máquina para simular sons e movimentos da boca para dizer as cinco vogais
[imagem: Nature, 26 Dez, 1901]

Os liberais clássicos tratam a liberdade como um ideal - um fim - de vida humana, enquanto os neoliberais tratam a liberdade como um instrumento - um meio - para a maximização do bem-estar material.





Gellius ouvira dizer que um tio considerava
grosseiros aqueles que falavam de poucas-vergonhas ou as faziam.
Para que por isso não fosse admoestado, fê-las com a própria mulher do seu tio e reduziu-o ao papel de Harpócrates.
Atingiu assim os seus fins: pois, ainda que hoje em dia
ele obrigue o seu próprio tio à felatio, o tio não dirá uma palavra


Gaius Valerius Catullus