Por que é que não se fala em Arnold Toynbee nas universidades portuguesas?
Como dizia Nietzsche: «Os homens foram pensados como “livres”, para que pudessem ser julgados e punidos – para que pudessem ser culpados»
«A esquerda e a cripto-esquerda socialista prefere os Sócrates, Jorges Coelhos e Relvas a mandar.
Com o Balsemão a aplaudir e o Ricardo Salgado a financiar.»
«Em todo o caso, não percebo tanto escarcéu de cada vez que descobrem um falso doutor entre os ministros ou um falso engenheiro entre os chanceleres. Já a evidência recorrente e corriqueira de , por obra e graça de eleicinha, tanto doutor e engenheiro se transformar em falso ministro ou em pseudo-chanceler não parece incomodá-los minimamente. Para não variar, aponta-se o cisco, a pentelhice na vista alheia e faz-se de conta que o argueiro - melhor dizendo, a trave descomedida - no olho próprio, embora cego, é perfeitamente natural. O escandalinho funciona assim como quê - paliativo para a imunda resignação?
E sempre pergunto: qual é o espanto? O escândalo é ele ter-se feito doutor em doze meses? Num país em que centenas de milhar se fizeram democratas numa noite - a mesma velocidade que qualquer eleito leva a mudar de nacionalidade, só que de dia e passada meia-hora de investidura -, o que é que isso tem de extraordinário?...»
A sério, um ex-país infestado de gente com testículos postiços, coluna gasosa, moral descartável e lógica de conveniência consegue ainda indignar-se com um título postiço? Não, isso é que é assombroso.»
O frisson que isto deve dar ao boisão pai, lá, onde quer que ele esteja.

«O bosão de Higgs, que muitos gostam de designar de "partícula de Deus", é o único, de todo o bestiário de partículas previstas »
Imagem roubada aqui
Recordando Jeff Koons em Versailles, no salão de Mercúrio (2009)
Na "The Vanitty of Allegory", de Douglas Gordon, Jeff Koons descreve a escultura como sendo "a arte a deixar o reino do artista, quando o artista perde o controle da arte. É definido basicamente por dois extremos; um seria Luís XIV: quando se coloque a arte nas mãos da aristocracia ou na da monarquia, a arte torna-se reflexo do ego e decorativa. Por outro lado, no outro extremo da escala, estaria Bob Hope: se dermos a arte às massas, a arte torna-se reflexo do ego das massas e também decorativa".
Douglas Gordon, The Vanity of Allegory
«Um grande remoinho no Pólo Norte absorve as águas do mar para um túnel, através do qual elas são finalmente regurgitadas no Pólo Sul»
Athanasius Kircher, Mundus Subterraneus (1665)
imagem: daqui
O Rui a. acaba de garantir que o nosso problema tem sido andarmos a ser enganados por falsos neotontos, do género latagão chicagense ou assim.
Mas isso é tudo porque desconhecemos que o genuíno neotontismo; o da Bayer, é pequenino. Um verdadeiro microtontismo, ao gosto de cada um.
Portanto, alguém que trate de receber condignamente e com vestes apropriadas, estes tiroleses que andaram a eleger o governo mas era para disfarçar.
Um mero pretexto para devolvermos tudo às bases habsburgas, algures clandestinas, nas cavas da serra de Sintra.
A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa anda a tirar os bens aos velhos, incluindo as casas.
E chegam ao ponto de lhes entregarem declarações para autorização de criação de bases de dados e acesso aos pertences de doentes de Alzheimer.
Para o efeito, usam uma almofadinha para a impressão digital e a tanga de pedido da declaração ao médico de família, em como a pessoa já não consegue fazer a assinatura correcta (mas, mesmo demente, pode ter um dedo lúcido que entenda o que lá vem escrito).
O isco é tão básico que não vai mais longe que incluírem na declaração a possível oferta futura, caso saia na tômbola, o acesso a cartão de doente que até dá descontos nas farmácias.
O resultado serve para esta mentira global: tiram aos velhos autóctones para depois darem aos imigrantes e casta de minoria com protecção especial, em nome da boa da solidariedade do Estado Social.
(...)- Mas será mesmo necessário?
- Mais que necessário: é urgente, é imperioso, é imprescindível!!...
- Mas isto doi. Doi mesmo!
- Claro que dói. É mesmo para doer e quanto mais, melhor. : o que dói, cura! Cura, sana, remedeia e fortifica!
- Mas tenho mesmo que correr furiosamente através destes silvados e tojódromos, ainda por cima ajaezado a arame farpado e em auto-flagelação contínua com cardos e urtigas?
- Claro que tens. Não há alternativa. Foi-nos imposto pelos nossos credores!
- Foi-nos?! Nossos?! Tu vai às cavalitas e eu, que me lembre, não fui consultado para empréstimo nenhum..
- Pois. Era isso ou a bancarrota sem remendo.
-Sim, para a banca não se romper, ando pr'aqui eu a esfarrapar-me todo! No fim disto tudo, temo bem, estará a banca remendada e eu esfolado vivo dos pés à cabeça. E mais zurzido que um Cristo!
- Faz parte do processo reformador em curso....
- Só se for para ti. Para mim é o Calvário reforçado no coiro!
- Capacita-te: É crucial! Quanto mais te esfolares e romperes todo, mais hipóteses teremos de recuperar a confiança dos mercados!...
- A ver se percebo: quanto menos confiança eu tiver nos mercados (e ela diminui a cada hectómetro), mais confiança eles ganham em mim? Deve ser então uma espécie de transfusão de confiança. Na verdade, e por assim dizer, não sangro: dou-lhes sangue. Sangue, que é como quem diz: confiança.
- Vês, como o exercício te é benéfico!... Até já começas a desproferir aleivosias.
- É. Quando um tipo carrega com as dos outros no lombo, nem tem tempo para lavrar as suas. (...)
Numa caixinha de comentários, a propósito das grandes abstrações neotontas
«...E estes tipos estão tão parecidos com os comunistas que até doi. Assanhados por coisinhas abstractas que não existem.
Os comunas é pela Igualdade. Uns maricas também, a natureza não gera igualdades. É até bastante desigual. E esquecem o mérito como valor acima da igualdade.
Os liberais é pela liberdade. Outros maricas, na natureza não se tem liberdade alguma, excepto na nossa cabeça. A liberdade de um Gnu depende do sono do Leão e este depende de quantas fêmeas o cansaram nesse dia.»
Morgadinho da Cubata dixit
«Ele vai fora porque o das finanças não vai dar hipótese. São dois ministérios rivais.»
Supeitando do fedor, o imperador Vespasiano levou uma moeda de ouro ao nariz e constatou com ironia: non olet.
Queria só fazer notar que aquela avantesma que se 'casou' com um pessoa do mesmo sexo nas escadas da AR é a mesma pan-sexual que além de admirar os orgasmos das mulheres da RDA colunava na Antena 1 e ainda tinha tempo para outras panterices bloquistas.
Tem tido enorme tempo de antena no Púbico da pan-sexual Sãozinha, quando o censurado não foi ela, mas um gajo, de sua graça Rosa Mendes.
Que se vão pansexuar com um autocarro ou com um hipopótamo e deixem os nossos impostos em paz (sim este aborto da natureza vive do erário público, recebe como cineasta, como colunista, como panzesssual, do instituto do audiovisual, da secretaria da cultura, da rádio púbica, da câmara de lisboa, da alta comissária elza pais que belzebu detenha).
hajapachorra
[reposição de reposição de 2007]
Em versão “rapa-tacho”; com presunção q.b. e sem vergonha na cara (agora em farsa entre tenda pura contra tenda impura) este ainda continua a ser o melhor engenho para se manterem no palco.
Chega-te, baixa-te e adora-me, poderia ser o sentido primordial da frase.
Os mais antigos cultos a Lúcifer incluíam este ritual do beija-cu. Segundo as lendas praticaram-no muitos, desde maçons a bruxas, passando por cagots e demais confrarias de artesãos marginais e heréticos, incluindo nessa crença os Templários, como é referido nas acusações de Filipe IV que levaram à sua extinção por bula papal.
As ramificações destes rituais e suas ligações aos ciclos da natureza são complexas, acabando, em muitos casos, por se entrosar com o folclore e festas populares.
O principal signo de onde vão emanar temas cristãos e outros satânicos prende-se com o osso em que terminava a coluna vertebral, em forma de amêndoa ou mandorla também apelidada mandala. Acreditava-se que era o único elemento incorruptível do corpo, cuja natureza sobrenatural o sujeitou a variadas associações que tanto podiam ir da auréola divina em que se envolve o pantocrator, como à luz que permite o renascimento cósmico dos corpos, o guilgal do ciclo das reincarnações. Central em rituais sabáticos e festas carnavalescas, esta crença hoje perdura na tradição dos carnavais de homossexuais de Nápoles, que emitam a mulher grávida a dar à luz um boneco de madeira em forma de bode cornudo
Os maçons primitivos recolhem estes cerimoniais, em virtude da sua dupla condição: por um lado são os obreiros da Casa de Deus, mas por outro necessitam dos segredos aritméticos e dons do domínio da matéria que pertencem ao príncipe das Trevas. São o exemplo mais antigo do “cientista” desafiando o criador do alto da torre de Babel e mais tarde trocando o culto de Nemrod pelo apóstolo da dúvida: S. Tomé, sem deixarem esquecer os ritos de adoração luciferina
No caso dos Templários as práticas satânicas são mais complexas, persistindo memórias em imagens como as do cadeiral de Amiens
Na primeira o noviço é apresentado completamente nu e os iniciadores passam-lhe a mão por trás para verificarem se é “bem formado”.
No segundo exemplo já estamos em pleno ritual, um tanto embaraçoso para ser explicado...
O iniciado senta-se e abraça-se ao “pote das rosas”. Depois os outros dois vão fazer uns “malabarismos” complicados que incluem uma velinha a ser enfiada num sítio que eu não digo, enquanto lhe é vertido o vinho (a tal água de rosas) ao longo das costas até ao dito local da rendição. O colega tem de o beber, aí mesmo, com a narigueta por lá enfiada (daí chamarem-lhe “beber amarrado”). Pelo meio ainda há mais umas “partes gagas” que incluíam o “beber no tabuleiro” que não conto e depois trocavam as voltas e repetiam tudo de novo como bons camaradas.
O certo é que imagens e descrições não faltam e não se ficam pelos sabbaths do Goya. Em pleno século XVIII publicam-se estampas com alguns destes rituais, entretanto civilizados, como as iniciações femininas maçónicas, em que as candidatas eram rigorosamente escolhidas a dedo (e não só), já que a coisa implicava grandes exigências estéticas com exames púbicos mas pouco pudicos. Na gravura do ritual para-maçónico, recolhida pelo Abade Pérau, uma menina prepara-se para beijar simbolicamente o traseiro do mestre, neste caso sob a forma de um cãozinho de cera muito mignon.
A partir daqui juro que não sei mais nada e, se me pedirem com bons modos, até sou capaz de imaginar que tudo isto caiu em desuso.
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Em 2007 terminei o post com esta passagem:
[De qualquer forma, se é português, ainda vive cá dentro, e está interessado em acompanhar variações de beija-cus mais actuais, o melhor é seguir as historietas onde os bodes-devoristas ainda não ditam lei- no mundo virtual].
Quatro anos depois, acho que me enganei. Ditarem leis ainda não ditam; mas ao tempo que já por cá andam...
Imagens:
—Antigo Testamento, manuscrito do sec. XIV, os pedreiros da torre de Babel, unidos por uma única língua, desafiam Deus fazendo-lhe facécias e o Sopro Eterno castiga-os.
—Heresia dos Vaudois, manuscrito do séc. XV. Beijo do cu do diabo durante um sabbath.
—Beija-cu, portal da catedral de Saint-Pierre, Troyes, sec. XII.
—Cadeiral de catedral de Amiens, séc XVI, apresentação do noviço para o rito iniciático
—Cadeiral de catedral de Amiens, neófitos vestidos de loucos ladeiam o iniciado com o “pote de rosas”
—Beijo do rabo do cão, gravura da compilação do abade Pérau, 1758.
(ver: Claude Gaignebet et J. Dominique Lajoux, art profane et religion populaire au Moyen Âge, Paris, PUF, 1985.)
