




E depois, os crentinhos virtuais entraram numa de cenobita e devem estar tão ocupados com as receitas de papos de anjo e barriguinhas de freira, que nem se dão conta do chiqueiro.Etiquetas: da porta cerrada, o diabo se torna, o que vai pelo convento só sabe quem está lá dentro


«Já vi várias vezes pais a bater forte e feio nos filhos, e não fiz nada. E então, sr. Glavinic: devia ter feito o quê?
(...)E Portugal, que ainda vive na ilusão dos brandos costumes? Ah, pois. A Maddie.»
«Uma coisa são umas galhetas bem dadas a um puto com um acesso de rebeldia, outra são maus tratos continuados
(...)quantas vezes já assisti na rua ou em locais públicos (por norma centros de consumo que excitam estes acessos nas criancinhas) a pais à beira dum ataque de nervos e alguns a agirem de forma física. Partir com porrada para cima deles ou chamar um polícia? Só se não soubesse o que é ser mãe e pai numa situação análoga.».

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Acrescento (12-5- 19-30h):
Estas bravas declarações aconteceram aqui Como o grande chefe das brigadas de denúncia a qualquer inofensiva brincadeira com narizes já apagou tudo, fica entregue à vossa imaginação o que lhes tirei dito.
É assim a esquerdalhada inquisidora. Como as crianças não dão voto, lá têm públicas virtudes para a novilíngua e vícios privados para o resto.
Etiquetas: vigárias da porcalhota

ou o apontar a dedo sem se saber a quem, de S. Gregório de Valadolid.
a mão fechada, dissimulada que guarda segredo. Com esforço ainda pode passar por prática de esoterismo.
Os defensivos contra o mau olhado:
O jeito afeiçoa-se ao gesto. O excesso de visão, provoca o mau olhado; o bascanion tem o dom do espelho. Toma-o e esconjura-o com o gesto do índex erecto enfiado na boca, expelindo o feitiço de volta a quem o lançou. A saliva neutraliza o olhar venenoso, tal como cura a ferida do atacado. Lançada como desprezo e desfeita, ostenta a admoestação.Sem dom nem piedade
«Pai, a sensata razão é uma dádiva dos deuses aos homens e a maior riqueza que estes podem ter.»
- Sófocles,"Antígona"
Ateu é uma palavra intrínseca e originariamente grega, constituída pelo prefixo de negação A e pela raiz Theos (deuses ou Deus).
Actualmente, no português, "ateu" significa "aquele que nega a existência de Deus", "incrédulo", "ímpio". Mas na origem, a-theos tinha um outro significado mais eloquente: "abandonado de deuses ". Tanto quanto o ímpio, o ateu era o abandonado pelo divino.
A mitologia hebraica diz-nos que Ihavé criou Adão, o primeiro homem, à sua imagem e semelhança. O Génesis conta-nos como o Divino enformou o humano - a partir do barro. Em contrapartida, os gregos são, por um lado, bastante menos narcisistas e, por outro, bastante mais prudentes. Entendem que o antropos, formado no cosmos, foi transformado pelos deuses. De que forma? Recebendo destes a razão prudente ou sensata. Na citação em epígrafe, o conceder da dádiva traduz o outorgar duma "segunda natureza" (fusiwsis). A relação do humano ao divino reflecte, pois, ao tempo de Sófocles, uma benfeitoria, mais que uma criação. O vínculo que daí resulta não é do criado ao criador, mas do agraciado ao benfeitor. Daqui derivará, séculos adiante, qualquer coisa como a "graça de Deus", mas não nos dispersemos.
Em qualquer dos casos - quer o Divino opere a partir da matéria inerte (insuflando-lhe forma e vida), quer metamorfoseie a partir do animal existente (concedendo-lhe inteligência)-, há um vínculo de gratidão, um dever (ficar em dívida) que se instaura. Uma noção de hierarquia, de pertença a uma ordem, de fidelidade a um princípio sagrado, fundamento de vida, contentamento e razão.
Ora bem, o ateu é aquele que se desvincula desta hierarquia ancestral. À proveniência contrapõe a conveniência: não é mais o que provém, mas o que lhe convém. Ele e o mundo. Não se perspectiva, pois, a partir dum passado, duma linhagem, que se projecta, através dum presente num futuro: pelo contrário, submete todo o passado e toda a possibilidade futura à sua visão obsessiva do presente. Essa, basicamente, é a sua impiedade - a impietas latina -, que se traduzia, como se traduz, pela "falta de cumprimento dos deveres para com os pais, a pátria ou os deuses". Ninguém pense que a mania caíu do céu aos trambolhões ou brotou de geração espontânea.
De facto, o ateu entende que nada deve aos pais, à pátria ou ao divino, porque tudo adquire e engendra através da ciência e da razão. Acredita cegamente que, através dessa formidável panóplia, pode agora corrigir o passado, normalizar o presente e determinar o futuro. O resultado mais eloquente dessa psicoculinária pudémos constatá-lo com o stalinismo. A mesma dinâmica mental preside à fermentação desossada e fétida da sequela actual.
A certa altura, no fim da Antígona, Creonte clama, em desespero: "Ah, razão que desrazoa!... (Iw frenwn dysfrónon)"
Ora, o ateísmo contemporâneo é precisamente um arrazoado - uma razão feita mero frenesim. Ou seja, mero exercício desligado e autofágico da "frhen" - a "frhen" que significava no grego original, o pensamento, aalma, a vontade; e donde a "fronesis" - prudência, sensatez, juízo, inteligência de uma coisa, etc. Esta "frhenon" é, na citação em epígrafe, a tal concessão divina e suprema riqueza do homem. E esta "frhenon" que "disfronon", esta "razão que desrazoa"(esta imprudência insensata que arrasta ao desastre) é aquilo de que Creonte se lamenta. Exactamente a mesma a que eu agora chamo de "razão frenética". Em rigor, uma espécie de parafrenia infecto-contagiosa.
Por outro lado, acresce um detalhe que cava toda uma diferença imensamente relevante: é que a antiguidade situava esta "prudente razão" no coração, enquanto a ciência moderna a confina ao cérebro. Quer dizer, aquilo que o divino plantou no coração do homem, o cientistóide apaga, clona e fecha na mioleira do tecnopiteco avançado.
Esta "razão frenética", podemos então dizê-lo, é uma "razão fora do sítio - uma razão sem coração; um simples frenesim cerebral. Não admira a sua frieza réptil e, ainda menos, o alcance impiedoso dos seus maníacos.
O problema é que estes energúmenos que descrevo não se restringem apenas às várias e mais ou menos estrídulas seitas de convulsionários ateístas da paróquia. Não, o abismal é que as próprias e diversas religiões estão cada vez mais infestadas... de ateus.
(...)De resto, a acção dos aptos coligados desenvolve-se em duas vertentes simultâneas e conjuradas: reforçar a sua coligação, de modo a transformar a sua aptidão em super-aptidão; e promover a dispersão, a desagregação - a limite, o confinamento em células individuais - da restante humanidade. Assim, à medida que se consolida e sofistica, a coligação dos aptos vai adaptando o mundo à sua conveniência - um mundo que lhe convém amorfo, mero plasma manobrável e manipulável, estrita matéria. Isto é, desligado de todo e qualquer antes -cultural, sobretudo-, tanto quanto de qualquer depois, mas apenas refém perpétuo dum presente cercado e sitiado pelas obscuridades do passado e pelos horrores e terrores do futuro. Para esse efeito, arfa, zumbe, silva e resfolega toda um propaganda constante, opressiva e miriafónica.
Omnipresente. Compete-lhe desligar as pessoas. Reduzi-las a células presidiárias, meros compostos de células mecânicas. Este Des-ligar das pessoas consiste numa guerra permanente, envenenadora e insidiosa sobre tudo o que possa congregá-las ou re-ligá-las. Daí, entre outras, a campanha devidamente orquestrada e premeditada contra a "re-ligião". Porque estorva e dificulta a "des-ligião".
É neste enquadramento que se situam todos os quistos efervescentes de propaganda artificialmente empolada e superiormente dirigida, como são, por exemplo, as organizações LGTB ou as Ligas de Frenéticos e Convulsionários Ateístas. São tropinhas de choque do mercado e da indústria, autómatos-biscateiros programados e segregados pela coligação "super-apta". O seu público alvo está bem definido: as gentes naquela faixa etária mais vulnerável, crédula e dúctil - a adolescência (que agora, ainda para mais, se pretende que vá dos 4 aos 40). Os seus postos de emissão são bem visíveis: mass-media, escolas, universidades, meios "artísticos". Sabem o básico: se cantarem a contento, sobem a rigor. Reproduzem-se por coopção, mimese e osmose. Obedecem à regra do enxame.
Lembro-me de ouvir dizê-lo, ao vivo, ao Agostinho da Silva: "Idade das Trevas? Vocês vão ver o que é a Idade das Trevas."
Voltando, entretanto, à pergunta inicial - mais aptos em quê? Ora, está bem à vista: na predação. Intra-específica.»




Quanto às Celestinas, continuaram a ser imortalizadas. Picasso deixou-nos uma tremenda Celestina vesga e, recentemente, até a Paula Rego as retomou.
Já as javardinhas medievais nunca deixaram de ser vistas com agrado num mundo goliardesco, onde a virtude convivia descontraidamente com o pecado. Ao lado da javali gárgula de Plasencia vê-se um alegre campónio muito entusiasmado a tocar a gaita de foles.
Tocar gaita também era outra música e quem melhor a soprava ao desafio eram os porcos músicos, mas essa é outra história, que a apagada e vil tristeza, de que falava Camões, fez esquecer.
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1- Francisco Roland (F.R.L.I.L.E.L.), Adágios e provérbios, rifãos e anexins da língua portuguesa... compilação de 1841)
2-Isabel MATEO GÓMEZ, Temas profanos en la escultura gótica espagñola. Las sillerias de coro, Madrid, Instituto Diego Velazquez, 1979)
Na verdade, como contei, é a mesma ideia que provoca aos sacristães madeirenses. Só que, para sermos mais exigentes, o subtexto que a suporta não era directamente esse.
Sem rodeios, Brueghel representou este acto de lavagem de cabelos femininos a par do homem a fazer a barba, numa das suas satíricas alegorias aos pecados mortais- neste caso, ilustrando a soberba.Etiquetas: banhocas badalhocas, LHOOQ avant la lettre
Pois fique o caríssimo Despastor sabendo que nem sempre o bicho se ajeita com alimária da sua espécie.

Dou-lhe mais um exemplo- não há cura nem sacristão que não tenha ideias tristes com esta menina nua do cadeiral da sé do Funchal.
E mais; não se retire, com tanta confiança, para as investidas na bolsa. É que, quando o estímulo passa ao vil metal, saltam mais as meninges que o resto. E, como também deve saber quem conhece a vida do campo, não há subprime que resista à estultice de um hedge fund, nem ouriça-cacheira que por baixo não se queixe.
Etiquetas: diário íntimo de uma ornitorrinca viseense





Mas, vá lá agora alguém convencê-los que a regressão de gay a macarrão também não é postiça nem contra-natura...Etiquetas: regressionismo gay



![Cratère d'une fille adolescente animée de désir déréglé: elle est couchée sur le dos les deux cuises [sic] levées et bien ouvertes, de manière qu'on voit le pucellage force](http://www.snapdrive.net/files/340334/My%20Documents/Crat%C3%A8re-d%27une-fille-adolescente-anim%C3%A9e-de-d%C3%A9sir-d%C3%A9r%C3%A9gl%C3%A9--elle-est-couch%C3%A9e-sur-le-dos-les-deux-cuises-sic-lev%C3%A9es-et-bien-ouvertes%2C-de-mani%C3%A8re-qu%27on-voit-le-pucellage-forc%C3%A9.jpg)



Etiquetas: teaser de mãozinhas
«Por outro lado, o universo ser uma entidade que se gerou a si própria parece-me uma solução para o teu problema teórico, com a vantagem de dispensar a invenção de novas entidades. É também uma solução que, por si só, já ocupava bem toda a capacidade filosófica da nossa espécie.»Etiquetas: com o método sentes-te segura, sentes-te científica; porque tu te lo mereces

Etiquetas: Nobody expects the Spanish Inquisition; com a Ciência sentes-te limpa, sentes-te bem; espirro de bode é sinal de chuva




o colosso de Hércules assoma mais alto que Laoconte, ao longe condenado pelos deuses, apenas por ter anunciado a trágica verdade.


Etiquetas: maldades do Hogarth




Prof. Denzil Dexter (University Of Southern Califórnia): At the weekend, I continued my research into a particularly rare species of dinosaur.
After building a time-machine out of a station wagon, some pots and pans, and some aluminum tin-foil, I attempted to travel back in time 5 million years. The results were disappointing. I then realised it would be more sensible to excavate some fossils, and then reassemble the bones. Try to make a mental picture, of what it was like to be a gruff cave-man. And now Dave and particle acceleration. Dave...


Os animais que rodeiam a árvore sagrada é que podiam mudar, alterando-se o sentido da mensagem. Quando não era o dragão que corria, de nascente para poente, atrás da sombra dos ramos, podiam, a árvore podia aparecer ladeada por felinos. O bafo das panteras e dos leões tinha o poder de ressuscitar as próprias crias- ligando-se a um sentido cristão de ressurreição.
O sentido da perpétua renovação e regeneração da Árvore da Vida é reforçado pela Roda do Universo ou “rosa cósmica”, que podia aparecer na iconografia do Paraíso como centro do mundo, lugar de louvor e triunfo espiritual.
Assim se encontra nas representações de alguns portais medievos ingleses e, de forma muito extemporânea e rica de sentido, no portal manuelino da matriz do Alvor.
Razão pela qual o estranho tímpano do portal da igreja conventual de Penamacor, em Lugo, datado de finais do século XII, pode ter simbologia idêntica, sem pr