cocanha



; antes risos que prantos escrever, sendo certo que rir é próprio do homem [Rabelais]

Os okupas estatais

1.6.12

Para que conste:

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa anda a tirar os bens aos velhos, incluindo as casas.

E chegam ao ponto de lhes entregarem declarações para autorização de criação de bases de dados e acesso aos pertences de doentes de Alzheimer.

Para o efeito, usam uma almofadinha para a impressão digital e a tanga de pedido da declaração ao médico de família, em como a pessoa já não consegue fazer a assinatura correcta (mas, mesmo demente, pode ter um dedo lúcido que entenda o que lá vem escrito).

O isco é tão básico que não vai mais longe que incluírem na declaração a possível oferta futura, caso saia na tômbola, o acesso a cartão de doente que até dá descontos nas farmácias.

O resultado serve para esta mentira global: tiram aos velhos autóctones para depois darem aos imigrantes e casta de minoria com protecção especial, em nome da boa da solidariedade do Estado Social.

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galinha com relvas ervas

25.5.12



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7ª Lei da Ratafísica Desantropológica

30.4.12


(...)- Mas será mesmo necessário?
- Mais que necessário: é urgente, é imperioso, é imprescindível!!...
- Mas isto doi. Doi mesmo!
- Claro que dói. É mesmo para doer e quanto mais, melhor. : o que dói, cura! Cura, sana, remedeia e fortifica!
- Mas tenho mesmo que correr furiosamente através destes silvados e tojódromos, ainda por cima ajaezado a arame farpado e em auto-flagelação contínua com cardos e urtigas?
- Claro que tens. Não há alternativa. Foi-nos imposto pelos nossos credores!
- Foi-nos?! Nossos?! Tu vai às cavalitas e eu, que me lembre, não fui consultado para empréstimo nenhum..
- Pois. Era isso ou a bancarrota sem remendo.
-Sim, para a banca não se romper, ando pr'aqui eu a esfarrapar-me todo! No fim disto tudo, temo bem, estará a banca remendada e eu esfolado vivo dos pés à cabeça. E mais zurzido que um Cristo!
- Faz parte do processo reformador em curso....
- Só se for para ti. Para mim é o Calvário reforçado no coiro!
- Capacita-te: É crucial! Quanto mais te esfolares e romperes todo, mais hipóteses teremos de recuperar a confiança dos mercados!...
- A ver se percebo: quanto menos confiança eu tiver nos mercados (e ela diminui a cada hectómetro), mais confiança eles ganham em mim? Deve ser então uma espécie de transfusão de confiança. Na verdade, e por assim dizer, não sangro: dou-lhes sangue. Sangue, que é como quem diz: confiança.
- Vês, como o exercício te é benéfico!... Até já começas a desproferir aleivosias.
- É. Quando um tipo carrega com as dos outros no lombo, nem tem tempo para lavrar as suas. (...)



Só um cheirinho deste acordar dracolino. Vá até e leia na íntegra.


27.4.12

Numa caixinha de comentários, a propósito das grandes abstrações neotontas


«...E estes tipos estão tão parecidos com os comunistas que até doi. Assanhados por coisinhas abstractas que não existem.

Os comunas é pela Igualdade. Uns maricas também, a natureza não gera igualdades. É até bastante desigual. E esquecem o mérito como valor acima da igualdade.

Os liberais é pela liberdade. Outros maricas, na natureza não se tem liberdade alguma, excepto na nossa cabeça. A liberdade de um Gnu depende do sono do Leão e este depende de quantas fêmeas o cansaram nesse dia.»


Morgadinho da Cubata dixit



sem economia para pagar dívidas

6.3.12

A propósito do Ministro da Economia-

«Ele vai fora porque o das finanças não vai dar hipótese. São dois ministérios rivais


Previsão deixada em Julho numa caixinha de comentários, recordada pelo "morgadinho da cubata"


Inodoro

13.2.12

Supeitando do fedor, o imperador Vespasiano levou uma moeda de ouro ao nariz e constatou com ironia: non olet.

Os devoristas que continuam impunes

11.2.12



Surripiado ao sempre excelente Portadaloja , recomendando-se a leitura do post.



Que se vão pansexuar com um autocarro ou com um hipopótamo

26.1.12




Lido numa caixinha de comentários do Poradaloja







Queria só fazer notar que aquela avantesma que se 'casou' com um pessoa do mesmo sexo nas escadas da AR é a mesma pan-sexual que além de admirar os orgasmos das mulheres da RDA colunava na Antena 1 e ainda tinha tempo para outras panterices bloquistas.

Tem tido enorme tempo de antena no Púbico da pan-sexual Sãozinha, quando o censurado não foi ela, mas um gajo, de sua graça Rosa Mendes.

Que se vão pansexuar com um autocarro ou com um hipopótamo e deixem os nossos impostos em paz (sim este aborto da natureza vive do erário público, recebe como cineasta, como colunista, como panzesssual, do instituto do audiovisual, da secretaria da cultura, da rádio púbica, da câmara de lisboa, da alta comissária elza pais que belzebu detenha).


hajapachorra

Imagem rapinada aqui


Os beija-cus- uma tema temática sempre actual

10.1.12




[reposição de reposição de 2007]

Em versão “rapa-tacho”; com presunção q.b. e sem vergonha na cara (agora em farsa entre tenda pura contra tenda impura) este ainda continua a ser o melhor engenho para se manterem no palco.


Chega-te, baixa-te e adora-me, poderia ser o sentido primordial da frase.

Os mais antigos cultos a Lúcifer incluíam este ritual do beija-cu. Segundo as lendas praticaram-no muitos, desde maçons a bruxas, passando por cagots e demais confrarias de artesãos marginais e heréticos, incluindo nessa crença os Templários, como é referido nas acusações de Filipe IV que levaram à sua extinção por bula papal.
As ramificações destes rituais e suas ligações aos ciclos da natureza são complexas, acabando, em muitos casos, por se entrosar com o folclore e festas populares.

O principal signo de onde vão emanar temas cristãos e outros satânicos prende-se com o osso em que terminava a coluna vertebral, em forma de amêndoa ou mandorla também apelidada mandala. Acreditava-se que era o único elemento incorruptível do corpo, cuja natureza sobrenatural o sujeitou a variadas associações que tanto podiam ir da auréola divina em que se envolve o pantocrator, como à luz que permite o renascimento cósmico dos corpos, o guilgal do ciclo das reincarnações. Central em rituais sabáticos e festas carnavalescas, esta crença hoje perdura na tradição dos carnavais de homossexuais de Nápoles, que emitam a mulher grávida a dar à luz um boneco de madeira em forma de bode cornudo






Os maçons primitivos recolhem estes cerimoniais, em virtude da sua dupla condição: por um lado são os obreiros da Casa de Deus, mas por outro necessitam dos segredos aritméticos e dons do domínio da matéria que pertencem ao príncipe das Trevas. São o exemplo mais antigo do “cientista” desafiando o criador do alto da torre de Babel e mais tarde trocando o culto de Nemrod pelo apóstolo da dúvida: S. Tomé, sem deixarem esquecer os ritos de adoração luciferina







No caso dos Templários as práticas satânicas são mais complexas, persistindo memórias em imagens como as do cadeiral de Amiens









Na primeira o noviço é apresentado completamente nu e os iniciadores passam-lhe a mão por trás para verificarem se é “bem formado”.









No segundo exemplo já estamos em pleno ritual, um tanto embaraçoso para ser explicado...
O iniciado senta-se e abraça-se ao “pote das rosas”. Depois os outros dois vão fazer uns “malabarismos” complicados que incluem uma velinha a ser enfiada num sítio que eu não digo, enquanto lhe é vertido o vinho (a tal água de rosas) ao longo das costas até ao dito local da rendição. O colega tem de o beber, aí mesmo, com a narigueta por lá enfiada (daí chamarem-lhe “beber amarrado”). Pelo meio ainda há mais umas “partes gagas” que incluíam o “beber no tabuleiro” que não conto e depois trocavam as voltas e repetiam tudo de novo como bons camaradas.



O certo é que imagens e descrições não faltam e não se ficam pelos sabbaths do Goya. Em pleno século XVIII publicam-se estampas com alguns destes rituais, entretanto civilizados, como as iniciações femininas maçónicas, em que as candidatas eram rigorosamente escolhidas a dedo (e não só), já que a coisa implicava grandes exigências estéticas com exames púbicos mas pouco pudicos. Na gravura do ritual para-maçónico, recolhida pelo Abade Pérau, uma menina prepara-se para beijar simbolicamente o traseiro do mestre, neste caso sob a forma de um cãozinho de cera muito mignon.

A partir daqui juro que não sei mais nada e, se me pedirem com bons modos, até sou capaz de imaginar que tudo isto caiu em desuso.
..................................
Em 2007 terminei o post com esta passagem:

[De qualquer forma, se é português, ainda vive cá dentro, e está interessado em acompanhar variações de beija-cus mais actuais, o melhor é seguir as historietas onde os bodes-devoristas ainda não ditam lei- no mundo virtual].

Quatro anos depois, acho que me enganei. Ditarem leis ainda não ditam; mas ao tempo que já por cá andam...

Imagens:
—Antigo Testamento, manuscrito do sec. XIV, os pedreiros da torre de Babel, unidos por uma única língua, desafiam Deus fazendo-lhe facécias e o Sopro Eterno castiga-os.
—Heresia dos Vaudois, manuscrito do séc. XV. Beijo do cu do diabo durante um sabbath.
—Beija-cu, portal da catedral de Saint-Pierre, Troyes, sec. XII.
—Cadeiral de catedral de Amiens, séc XVI, apresentação do noviço para o rito iniciático
—Cadeiral de catedral de Amiens, neófitos vestidos de loucos ladeiam o iniciado com o “pote de rosas”
—Beijo do rabo do cão, gravura da compilação do abade Pérau, 1758.

(ver: Claude Gaignebet et J. Dominique Lajoux, art profane et religion populaire au Moyen Âge, Paris, PUF, 1985.)



Feliz Ano Novo

31.12.11



O Pachoco Indignado

30.12.11

Numa Quadratura do Circulo, a propósito da nova lei das rendas, o Pachoco* superou todo o nonsense.

Recordo de cor:

Depois de referir a questão da falta do Estado no dilema, anunciou que havia um problema muito mais grave. E o problema era este- podia também dar-se o caso do senhorio, sendo pobre, ter apenas dois inquilinos ainda mais miseráveis e o resto do prédio vazio e em progressiva decadência.

No entanto, 'e preciso estar-se atento, pois há mercado para estes edifícios que ate podem ser históricos e ai podia acontecer a perigosa operação que a nova lei vai permitir.

Bastava ao esperto do senhorio indemnizar os dois inquilinos pobretanas, que não aceitariam um aumento de renda, com umas 100 mil mocas para, de seguida, servir-se ele próprio da especulação e vender o imóvel por um milhão.

E ficou toda a quadratura em silencio.

De facto, ‘e uma possibilidade perigosissima - deixar o mercado a funcionar e ficarem todos mais ricos, em vez de se seguirem o destino que os juntou, acabando senhorio, inquilinos e prédio na ruina, at'e 'a derrocada final.

Diria mesmo mais – uma eventualidade altamente capitalista que não escapou ao nosso bravo Pachoco, sempre atento ‘as lições do passado.


* Nome com copyright Dragao


Feliz Natal

25.12.11





Ele é o divino que sorri e que brinca




















Josefa de Óbidos- Menino Jesus Salvador do Mundo, óleo sobre tela (1660-1670)


Achega ao dicionário neotonto

19.12.11

Minorquismo- Um país resumido a um Estado onde cabem apenas os governantes minorcas.

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Os meninos à volta da fogueira


Cada cavadela, cada minhoca.




Como se não faltasse o Coelho lembrar-se de exportar profs para resolver crise, a escardalhada sindicalista ainda deu maior tiro no pé.

Explicaram dois indigandos na tv, que até nunca houve problema na emigração pedagógica, desde que feita por solidariedade para com os índigenas. Agora paga por eles próprios é uma grande afronta para com mão-de-obra tão qualificada e, ainda por cima, branca.


Contra o Mapa-Cor-de-Rosa- exportar, exportar!

18.12.11





















Parece que o nosso governo já ripostou à ameaça inglesa de abduzirem britânicos em vias de bancarrota ibérica, ameaçando exportar tugas, ao abrigo da protecção a espécies como a raposa de Gales.

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A famosa dívida

2.12.11





[via Portadaloja ]

Amaricanices

25.11.11

A Ritinha foi deportada da América.

Não a deixaram entrar por considerarem ilegal o tour de ukelele que lá ia voltar a fazer.







































Dear friends from the US of A,
Your country has deported me. As I arrived in Newark, at the customs they looked me up on the internet and found my tour dates, and that is considered "illegal work" even though musicians hardly make any money in the US as you know.
I was treated like a sort of a criminal and for the rest of my life (sorry this sounds dramatic) I can never enter the US as a visitor. Only with an artist visa. Yeah they carry guns and can kill people but I'm not allowed to go in there to play ukulele, have some fun and make a few bucks. Nice one USA!!!

[Informação na página do facebook]

Só uma tuguinha super-talentosa conseguia proeza que terrorista desconhece. Ia apenas cantarolar aquelas deliciosas musiquinhas "vintage" com uns amigos.


Descobriram a pólvora




Portugal vai pagar à "troika" 34.400 milhões de euros


Em Maio, já o musaranho e eu tínhamos dito isso mesmo e o mais que aconteceu foi ser insultada por tudo quanto andava em campanha.

A 7 de Maio:

As bolha da Macacada, série Z à portuguesa

A 16 de Maio:


O empréstimo é isto



zazie & musaranho coxo


E andam os boches a pedir moedinha à Dinastia Pechincha para isto

6.11.11









A dívida é quem mais ordena, série z, débito em evolução

4.11.11

Primeiro era, "vai ao Totta, que o Totta dá".

















Agora a utopia que está a dar é às avessas: não fosses totó - experimenta uma cura de capitalismo miserável, que ainda chegas a banqueiro como os credores.

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O Natal também é quando um jornalista está que nem pode

16.10.11







Na Sic Notícias, o jornalista de serviço decidiu mostrar que sabe fazer investigação atempada.

A propósito da mudança de feriados para segundas e sextas-feiras, a fim de se evitar pontes, apresentou um gráfico com todos os que, no próximo ano, calham a meio da semana.

Ao chegar ao dia 25 de Dezembro, alertou, em tom de INDIGNADO, que o Natal também pode estar em risco de ser mudado para a segunda-feira, uma vez que vai calhar a uma terça!


zazie & musaranho coxo

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Gajos malucos

10.10.11


Kurt Eisner


Judeu, jornalista e socialista, a 8 de Novembro de 1918 demorou poucas horas para deitar abaixo o reino da Bavária que tinha 750 anos de História.

Auto-elegeu-se Primeiro Ministro da República de Munique e desgovernou de tal modo que, um ano depois, ele próprio decidiu apresentar a demissão.

Teve azar, não foi a tempo e um monárquico conservador matou-o no caminho.


1.10.11



Esquecimentos

18.9.11

«O INE e o Banco de Portugal descobriram que o governo regional da Madeira, por assim dizer, "escondeu" 1,7 mil milhões da despesa entre 2004 e 2011. Várias notabilidades descreveram o caso "muito grave" ou "gravíssimo" e até Bruxelas se resolveu mostrar "surpreendida". O que francamente não se percebe. Desde o PREC que a impunidade tem distinguido a política portuguesa. A gente que, em 1975, destruiu alegremente a economia não sofreu o menor incómodo pessoal ou profissional; e a gente que proclamava pelas ruas a necessidade de "fuzilar a reacção" e de estabelecer rapidamente uma ditadura do PC acabou em Belém a receber a Ordem da "Liberdade" das mãos de Soares. Mesmo hoje, um passado "revolucionário" se considera uma recomendação e até uma espécie de graça social.



A década do "cavaquismo", que de certa maneira foi a mais "severa", foi também a década em que se fizeram ao país com uma arrasadora irresponsabilidade as mais fantasiosas promessas de um futuro radioso e próximo. "Portugal", se bem se lembram, "estava na moda" e o dr. Cavaco criara "um homem novo" que iria maravilhar o mundo. Destas tolices nasceu a exigência de uma infinidade de direitos, que antes ninguém esperara ou pedira; e o inexplicável prestígio de meia dúzia de criaturas, que tomaram conta dos "negócios", nem sempre da melhor maneira ou com a maior lisura. Quanto à "modernização" de Portugal, de que tanto se falava, acabou por ser a "modernização" do consumo, que preparou as desgraças do futuro. O dr. Cavaco é ainda uma espécie de herói e Presidente da República.


Guterres "deixou Portugal de tanga", Barroso fugiu para o estrangeiro e Sócrates fabricou a desgraça que de repente nos caiu em cima. Mas quando Sócrates desapareceu, os políticos da direita e da esquerda decidiram que chegara a altura de mutuamente se absolverem das misérias da Pátria. E, por sua própria força e autoridade, decretaram que a partir do glorioso advento de Passos Coelho a regra era o esquecimento. Esta amnistia geral impede qualquer crítica pertinente, venha ela de que lado vier, e estende um fofo manto de suavidade sobre a nossa torpe e apática vida pública. Esta paz dos cemitérios manifestamente exclui Jardim. O que não é um mal. O mal é que não exclui as dúzias de oportunistas, que por aí se passeiam e que na televisão ou nos jornais não perdem uma oportunidade de nos dar conselhos.»




VPV (Público de hoje)


Destruição de património em Tomar

3.9.11

Petição em defesa, salvaguarda e reabilitação do Alambor Primitivo Norte (Séc. XII) do Castelo Templário de Tomar.


Para "descomprimir"

10.8.11

Nada como ir ao Dragoscópio: É o paradigma, estúpido!


No planeta dos yobs

9.8.11

1:48- a picareta original



0:31 - A picareta plagiada



...............

Agora a sério, recomenda-se um
bom texto do Miguel Castelo-Branco

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Neotontice socialista, em versão amarela

7.8.11


Pelo nosso agente africano - o conde Ricciardi da cubata.

Editado das caixinhas de comentários do Portugal Contemporâneo,um blogue que se recomenda para ler o contraditório nas "caves".

É um fartote de rir. Agora a China acusa os EUA de desperdiçar dinheiro com apoios sociais. Exige que façam cortes nos ditos apoios e na despesa militar. O caminho, dizem os chineses, é aquele que aponta para os valores do capitalismo socialista, que mais não é do que a primazia do dinheiro relativamente à dignidade humana mas numa lógica socialista - socialismo liberal - isto é, é o capitalismo dirigido pelo próprio estado que entende o mercado como um local aonde se compra e vendem mercadorias livremente, produzidas por seres humanos cuja única ambição na vida é trabalhar sem descanso, fecundar bebés gajos e em número inferior a um, poluir sem freio e, finalmente, prover aquela chusma de chinocas, um quadrado de terra com 40 cm para os enterrar de pé. Quem não aceita ser escravo, não tem trabalho.


Este sistema capitalista socialista tem tanto sucesso que os Amarelos lideres não sabem o que fazer ao dinheiro. Compram dívida aos Gringos para libertar meios para voltar a produzir. A lei da compensação de divisas. Na prática, vendem moeda local para comprar usd dólares Às vezes, para enganar aqueles que os acusam de dumping cambial, compram matéria prima nos mercados aos magotes para não fazer descer a moeda local assim tanto. De preferência trocam a matéria prima por empreitadas nos países produtores, mas aceitam livrar-se dos usd dólares em excesso para o efeito.


Os EUA é o único mercado no mundo capaz de absorver o dinheiro dos chinocas, daí que as importações provenientes da china não possam parar. É imperioso que exista um deficite crónico nos eua na balança de pagamentos com a china. É elementar, as empresas americanas foram para lá produzir, e os eua devem receber a produção acrescentada com valor chinês Ficaram ricos, pois claro, os empresários americanos, produzem mais barato produtos de qualidade na china e tem a garantia que os eua os importam com taxas alfandegarias suaves. O Povo americano ficou mais pobre com este negócio de ideologia liberal de ultima geração. Mais pobre e mais endividado. Transferiu-se o emprego para a china. Na verdade as empresas americanas mais do que quadruplicaram as vendas, mas em que é que isso se reflectiu nas contas do país AMERICA? e nos AMERICANOS?


em NADA digo eu, pelo contrário, o ganho dos empresários americanos nada trouxe de positivo para a América. Essas empresas lucraram mais, mas não pagam impostos por isso. Nem impostos nem geram emprego nos eua. De modo que, as receitas das multinacionais gringas a expatriar foram sistematicamente trianguladas para paraísos fiscais, alguns na Europa, imagine-se. O pais, esse, não vê um tusto. Vê isso sim uma total incapacidade para manter o nível de vida que conquistou em tempos, endividando-se, como que esperneando na tentativa de milagrosamente conseguir manter o nível de vida das pessoas e das estruturas de gastos do pais que o fizeram na potencia militar que ainda é.



P.S. Eu sei, eu sei, ando muito futurista, ando a ler novamente o Flash Gordon.
Ricciardi



A ler, na íntegra, aqui


caçadores de capoeira

6.8.11

Há falta de melhor, os nossos legisladores lembraram-se de legalizar a caça ao melro, para satisfazer outra espécie urbana- os chamados caçadores de jardim.

Ora, pela nossa parte, pensamos que a lei devia ser mais abrangente e incluir outra espécie muito mais predadora no cabaz desportivo.

A paridade ecológica entre caçador e caçado ficaria mais equilibrada e ainda conseguiríamos "matar dois coelhos de uma cajadada"- a limpeza urbana e a nossa dívida externa.

O Jô Soares sabia como:



Quanto aos melritos, que não têm culpa que as cavalgaduras do asfalto entrem em descompensação quando não andam a matar na estrada, fica, aqui, de novo a petição .


A estação parvinha no Corta-Fitas

30.7.11

Recomenda-se a Maria- uma grande humorista que também é comentadora encartada no Jornal Económico

A propósito do Ataque de Oslo:

"Isto não é maneira de fazer oposição, seja ela política ou religiosa."


outro mais científico:

"A Amy Winehouse tinha este talento todo e um ADN frágil demais para o suportar".


Prémio Ignobel

26.7.11








O Birgolino é o mais sério candidato ao Nobel às avessas, em matéria de prevenção terrorista.



Como ele explicou, nada disto tinha acontecido se a Noruega reconhecesse o direito de porte de armas .

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Direitos de autor

25.7.11





Dá que pensar como ainda não apareceram os temerários labradores e fiéis compagnons de route mais farruscos, a reivindicarem, pelo menos, 2/3 da autoria do manifesto do terrorista nórdico.


E com toda a legitimidade, diga-se.

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Duplos critérios

24.7.11

Alguém tem dúvidas que se o tarado usasse turbante era mais um exemplo dos efeitos do islamismo terceiro-mundista e, em sendo branco de sociedade evoluída, só pode ser patologia típica de teenager em recinto escolar?

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A lógica dos massacres preventivos como o da Noruega


Mrs Premise: Hello, Mrs Conclusion.

Mrs Conclusion: Busy day?

Mrs Premise: Busy! I've just spent four hours burying the cat.

Mrs Conclusion: Four hours to bury a cat?

Mrs Premise: Yes! It wouldn't keep still, wriggling about howling its head off.

Mrs Conclusion: Oh - it wasn't dead then?

Mrs Premise: Well, no, no, but it's not at all a well cat so as we were going away for a fortnight's holiday, I thought I'd better bury it just to be on the safe side.

Mrs Conclusion: Quite right. You don't want to come back from Sorento to a dead cat. It'd be so anticlimactic. Yes, kill it now, that's what I say.

Mrs Premise: Yes.

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suspensão

27.6.11



Jem Southam, Red River 10, c.1989

O demónio das leituras

24.6.11

Agradeço, ao Carlos Vidal, a lembrança da cadeia de leituras, deixando-lhe a tarefa de a encontrar, por acaso, no limbo das janelinhas de comentários.


E não se esqueça da senha para contornar o bloqueio: "la pénultième est morte".


Que bicho era então

23.6.11

Como diria Tocqueville , nem todo o animal que parece, é.

Mas, se o National Geographic anda demasiado "disneizado" para quem aprecia a bicharada tal como veio ao mundo, um filósofo também não precisa de se queixar logo à ERC; experimente primeiro uma versão evangélica de Petrópolis, no youtube.

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A Procissão de Corpus

22.6.11

« Os merceeiros, vendedores de especiarias e boticários conduziam, logo atrás dos vidreiros, um descomunal gigante, que contrastava com um pequeno anjo, que parecia dirigi-lo. Aquela espécie de Golias excedia em altura quatro torres de madeira, duas das quais pertenciam aos correeiros, e duas aos cortadores. A imediata representação, ordenada pelos sapateiros, mostrava mais arte e despertava, talvez mais que todas as outras, a atenção dos espectadores. Vinha a ser o dragão infernal, sarapintado de vivas cores, que vigiava dous diabos, os quais procuravam induzir dous frades noviços a voltarem aos deleites do mundo, ao que eles mostravam resistir heroicamente, posto que, como de reserva aos dous infernais pregadores, os tosadores acompanhassem dous diabretes espertos, prontos a socorrer os seus discretos colegas. Se, porém, como autores dramáticos os sapateiros levavam imensa vantagem aos mesteirais dos ofícios imediatos no préstito, nem por isso vinte e quatro alfaiates deixavam de pavonear-se após eles ao redor da serpe tentadora da nossa mãe Eva, a que fazia sombra uma torre, solidíssima na aparência. Mas se, pela excelente pintura da sua charola, os alfaiates tinham justos motivos de orgulho, mais justa era a vaidade com que os carpinteiros da Ribeira e os calafates, em número de trinta e oito, arrastavam uma nau e uma galé, armadas e empavesadas de muitas cores, cujos mastros quase que se elevavam à altura dos edifícios, e cujas vergas quase topavam com os balcões e frestas da Padaria e passavam a custo pela Porta do Ferro. Os pulverulentos pergaminhos conservaram-nos a memória da Representação da Dama em que figuravam também dous diabos, e que estava a cargo dos esparteiros. Em que consistia esta representação ignoramo-lo hoje; mas, se a avaliarmos pelo que sabemos da antiga procissão de Corpus em diversas partes do reino, pudemos conjeturar que não seria demasiado edificativa. De todos os outros mesteres, cujos membros, em maior ou menor número, ajudavam a tecer aquela enfiada de cenas ridículas ou brutescas, distinguiam-se, pela singularidade das invenções que ostentavam, primeiramente os pedreiros e carpinteiros pelo seu engenho ou máquina de guerra, servida por dous feios demônios, e os armeiros pelo seu sagitário, símbolo do soldado peão, e no meio destas duas corporações os tanoeiros por uma torre grandemente historiada e semelhante à dos correeiros e cortadores. Os moedeiros, corretores, tabeliães e mercadores, como mesteres mais nobres, fechavam aquele extenso séquito. Danças d’espadas, danças mouriscas, danças de pélas ou mulheres sustentadas sobre os ombros de outras, bailando e volteando conjuntamente; tudo, enfim, quanto se possa imaginar de caricatura, de burlesco, de doudejante servia de moldura a este quadro singular, em cujo topo figuravam alguns magistrados municipais, e sobre o qual flutua¬vam dezenas de pendões, bandeiras e guiões variegados. Como contraste a estas visualidades heteróclitas, a esta espécie de sonho de pesadelo, seguiam-se as comunidades monásticas, mancha escura no dorso daquela imensa cobra que se estirava pelas ruas de Lisboa: frades negros, frades brancos e pretos, frades crises, frases pardos, frades de todas as cores tristes; agostinhos, bentos, bernardos, domínicos, franciscanos, beguinos. Depois, um sem-número de cavaleiros de Crista, do Hospital, d’Avis, de Santiago, precedidos dos respectivos mestres e comendadores e segui¬das dos freires leigos e serventes d’armas. Depois, os magistrados da corte, os oficiais da coroa e o próprio monarca rodeavam a hóstia triunfante nas mãos do Bispo de Lisboa e sustentavam as varas de riquíssimo pálio. O esplêndido dos trajas cortesãos, as telas custosas das vestes sacerdotais, as renques de tochas acesas que faziam cintilar as lhamas e brocados, os arrases, que, formando as paredes das ruas, serviam de decoração à cena, os tangeres e folias, que se entressachavam com os diversos grupos, o sussurro do povo, semelhante ao rugido longínquo do mar, o perfume de incenso, que se espalhava em rolos de fumo transparente, a fragrância das murtas e rosmaninhos, de que o chão estava juncado, produziam um composto de sensações capazes ainda hoje de excitar o entusiasmo frenético das multidões, quanto mais numa época em que as crenças, tão ardentes como grosseiras e sinceras, santificavam as cenas mais burlescas e, até, mais indecentes, associando-as ao culto e fazendo delas, como diria Sterne, parte instrumental da religião.


Alexandre Herculano, o monge de Císter.

  • Imagens: serpe do Infante D. Fernando de Serpa (capitel da igreja de Santa Maria do Castelo de Serpa).
    festas mouriscas - portal da Igreja Matriz do Alvor


Tant que Dieu n'est pas là

21.6.11



"O meine Brüder wenn ihr nach hundert tausend
Gefahren die Grenzen des Occidentes habt erreicht...
Zögert nicht den Weg der Sonne folgend
Die unbewohnten Welten zu ergründen."

O mes frères, qui à travers cent mille dangers
Etes venus aux confins de l'Occident,
Ne vous refusez pas à faire connaissance
En suivant le soleil du monde inhabité."
"Déjà la nuit contemplait les étoiles
Et notre joie se métamorphose en pleurs"

"Furchtlos bleibt, aber, so muss der Mann,
Einsam vor Gott es Schütze die Einfalt ihn,
Und Keiner Waffen braucht's und Keiner
Listen, so lange, bis Gottes Fehlt hilft"

Mais l'homme, quand il le faut, peut demeurer sans peur devant Dieu. Sa candeur le protège et il n'a besoin ni d'armes ni de ruses, jusqu'à l'heure où l'absence de Dieu vient à son aide."

"So lange der Gott nicht da ist"

"Tant que Dieu n'est pas là"

"So lange der Gott nahe ist"

"Tant que Dieu nous demeure proche"


Frases que impõem respeito

19.6.11

«O governo de PPC é, sem dúvida, o mais liberal dos últimos 37 anos».

Birgolino, no Portugal Contemporâneo.


Os indignados da ética e a linguagem da fraude

18.6.11

« (...)Num grupo de futuros magistrados em formação teórico-prática, valorizar o espírito competitivo, empresarial, que nada tem a ver com emulação positiva e tudo com individualismo ultra-liberal e de feição egoísta e propícia a calcar os outros se para tal for necessário, é noção que fica bem à vista, em contraposição ao desvalor do tal “copianço”. Incentivar e valorizar a nota distintiva e que permite a opção pela carreira mais apetecida, à custa dessa competição desenfreada e reveladora dos instintos mais primários das pessoas, com reticências pessoais, mentiras aos outros, dissimulação de informação e comportamentos é mais aberrante do que conceder um 10 em comportamento a quem copiou num teste de cruzes.(...)».

A ler, na íntegra, no Portadaloja .


Uma classificação borgeana

17.6.11

Os ministros dividem-se em: a) ministras de pelo ruivo e manso, b) pertencentes ao império dos escritórios de advocacia, c) a embalsamar, d) caciques de futebol de salão em campeonato parlamentar, e) bloggers, f) sereias agrícolas para dar ambiente, g) fabulosos a deitar abaixo o que vão ministrar, h) das finanças estrangeiras que nada têm a ver com a economia, i) da economia falida interna que vai acabar de relações cortadas com o das finanças, j) que acabam a partir o jarrão, l) que de longe parecem moscas.

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Nota: foi apenas uma brincadeira. O resto comentei
aqui



A propósito da agricultura e das pescas, essas "ecologias" que metem nojo aos neotontos

14.6.11

Nada como este post do José, para se recordar o que se desbaratou a troco de quê e quem o fez.





Paisagem e metamorfose: a alegoria da borboleta

12.6.11

Mais um texto delicioso de José Pinto Casquilho, a declinar o amor pela natureza, em variantes semânticas, linguísticas, culturais, artísticas e matemáticas, como só ele sabe fazer.

A ler, na Revista TriploV



10.6.11

«dès qu'on fait descendre du ciel ou de la terre l'idée de salut, si le salut de l'homme est ici-bas, dans la domination chaque jour plus efficiente de toutes les ressources de la planète, la vie contemplative est une fuite ou un refus, tout contemplatif un embusqué»

Georges Bernanos, La France contre les robots.


O BCE está à rasca mas nós ainda estamos mais

7.6.11

Como já se tinha referido aqui, não faz sentido o BCE cobrar juros mais elevados a um país europeu, do que cobra o próprio FMI.

A esse propósito Petição Redução do Défice Público: taxas de juro cobradas pelo BCE no programa da troika

E mais este, de caminho: Julgamento do ex-ministro das Finanças Teixeira dos Santos (na Islândia está um julgamento em curso num caso semelhante)





Entretanto...

6.6.11

Como em Portugal a democracia é a tal palavra mágica que serve para tudo, ninguém estranha que, ao contrário de outros países, o governo por cá seja uma coisa secreta, com ministros escondidos, escolhidos pelo reizinho eleito depois da ida à urna.

Há-de ser efeito do tal republicanismo igualitário e popular de que tanto se orgulham.

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Primeira medida para o dia seguinte

5.6.11

Abrir a caça ao malfamagrifo.


«Olho para frente com a enorme vontade de ser feliz nos próximos anos».

5-Junho-2011, Sócrates.


Aquele que acaba de perder a imunidade política e está livre de realizar essa vontade junto dos amigos sucateiros, atrás das grades.

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Assuada aos xuxas






Cada um é para o que nasce







jmf57
Este anda convencido que ainda vai a teutónico, à custa da bancarrota.





Na volta, o máximo que lhe pode acontecer, é transitar de tolo na oposição, a otário na situação.

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  • rodapé ligeiramente inútil
    • "Os animais dividem-se em a) pertencentes ao imperador, b) embalsamados, c) amestrados, d) leões, e) sereias, f) fabulosos, g) cães soltos, h) incluídos nesta lista, i) que se agitam como loucos, j) inumeráveis, k) desenhados com um pincel finíssimo de pêlo de camelo, etc, m) que acabam de partir o jarrão, n) que de longe parecem moscas"
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