Les Parapluies c'est un film-jazz


On n'y danse jamais

mais on y chante tout le temps





C'est un film "en-chanté "plus exactement"


Cherbourg 58

uma loja de guarda-chuvas

uma garagem- um amor impossível

traumas de guerra

uma bomba Esso


a felicidade à medida











memórias sonâmbulas



escritos de encomenda



quartos de hotéis baratos




ao som da polka
do mambo


Tokio 60
traumas de guerra



l'impression soleil levant à l'anné 2046


Dance with me, make me sway
Like a lazy ocean hugs the shore
Hold me close, sway me more

Sway me smooth, sway me now

Love is all a matter of timing

La prise du pouvoir









{upgrade}

ou Francis Bacon avant la lettre
























Second Version of
the Triptych 1944, 1988

Por falar nisso...
Como não há identidade que se aguente sem o seu oposto, aqui fica uma recordação cinéfila muito cá da casa












O Cocanha não é muito dado a dias dedicados a minorias e exotismo do género, em que se incluem criancinhas, mulheres, anões, bombeiros e automóveis em dia de folga, mas há lembranças de excepção- esta que o José postou é simplesmente deliciosa!

quem fala assim não os tem na língua

misericórdia de cadeiral de Stratford on Avon


"Despido de ironia ou densidade discursiva o momento caras, na sua nudez irredimível, está mais ligado aos termos da sua produção do que à possibilidade de ser interpretativamente resgatado numa singularidade em que não se escusa.
Nos termos da produção, e eles me dirijo portanto, há algo de uma auto-ironia sobre a possibilidade de meditar valorivamente sobre as performances estéticas das mulheres da noite em termos estranhos à autoria. Essa auto-ironia projecta, sedimenta, num primeiro momento, o estatuto de concurso à coisa. Mas, mais importante, coloca o autor a perorar singelamente sobre o concurso como se de a revisitação de um exercício se tratasse. Devo discordar quanto ao inédito da aparição crua dos termos do desejo, esse registo tem alguns antecedentes e não inibe projecção dos avatares que surgem pelo contexto ou pela celebração da sua desnecessidade". Aqui a chave, creio, está na alusão aos vestidos. Em dois momentos: na apresentação dos temas em avaliação, e na apresentação da vencedora com "Versace". Falar dos corpos e das suas virtudes sem devaneios de maior seria cru, mas não caras. Se alguma auto-ironia presidiu a autoria, levando-a a apresentar elementos que desconhece como se estivesse perfeitamente familiarizado com o exercício, ela residirá na centralidade absolutamente incomportável, do ponto de vista de património do olhar, conferido aos vestidos. Concordaremos porventura... "



Pergunta o julinho da adelaide:"Não sei é o que se pode concluir do exercício, e se descascado ele mantém validade".

- Aposto que mesmo descascado não está fora de prazo...

que é assim que elas acontecem...

















História de Merlin, manuscrito séc XV (BNF)


comunico o mesmo e aproveito para fazer um link

a Cris falou no Tirésias e fiquei com vontade de o recordar. Neste caso sob a forma de uma das gárgulas que mais me fascina.
Não faço ideia se é o velho Tirésias, nem que se a doce menina lhe quer sair pelo peito. Já lá estive em cima e recusei confirmá-lo. As gárgulas não foram feitas para serem desvendadas.
Há momentos em que apetece fazer o mesmo em relação ao grotesco que anda cá por baixo. Ficarmos cegos como o velho adivinho, torná-los nuvem e dissolvermo-nos nela.


(…) At the violet hour, when the eyes and back
Turn upward from the desk, when the human engine waits
Like a taxi throbbing waiting,
I Tiresias, though blind, throbbing between two lives,
Old man with wrinkled female breasts, can see
At the violet hour, the evening hour that strives
Homeward, and brings the sailor home from sea,
The typist home at teatime, clears her breakfast,
lights
Her stove, and lays out food in tins.
Out of the window perilously spread
Her drying combinations touched by the sun's last rays,
On the divan are piled (at night her bed)
Stockings, slippers, camisoles, and stays.
I Tiresias, old man with wrinkled dugs
Perceived the scene, and foretold the rest —
I too awaited the expected guest
He, the young man carbuncular, arrives,
A small house agent's clerk, with one bold stare,
One of the low on whom assurance sits

As a silk hat on a Bradford millionaire.
The time is now propitious, as he guesses,
The meal is ended, she is bored and tired,
Endeavours to engage her in caresses
Which still are unreproved, if undesired.
Flushed and decided, he assaults at once;
Exploring hands encounter no defence
His vanity requires no response,
And makes a welcome of indifference.
(And I Tiresias have foresuffered all
Enacted on this same divan or bed;
I who have sat by Thebes below the wall
And walked among the lowest of the dead.)
Bestows one final patronising kiss,
And gropes his way, finding the stairs unlit (…)

T.S.Eliot, The Waste Land


Yahya ibn Mahmud al-Wasiti- Iraque, século XIII











miniatura do livro das maravilhas da criação de al-Qagwini(1281-1331). O manuscrito encontra-se na Baviera.


Ilustração de Elefante-relógio do tratado de autómatos (The Book of Knowledge of Ingenious Mechanical Devices)datado do século XII, da autoria de Ismail Ibn al Razzaz, espantoso engenheiro que viveu na corte do sultão Nasir al-Din Mahmoud na Mesopotâmia.
















The Metropolitan Museum of Art.

O modelo, tal como outros que vêm ilustrados no livro, chegou a ser construído tendo cerca de metro e meio de largura por 2 de altura. Através de complexo de calibragem num tanque com água, permitia que as horas fossem dadas ao som das diversas campainhas e do chilrear do passarinho que pousava na cabeça do automático paquiderme.

clique para ver animação do modelo







“o anónimo é a dissolução, no sentido epistémico da reificação proletária pós moderna”.




Encontrado numa caixinha de comentários do Espectro e com a assinatura de Manuel Villaverde Cabral (?!?!?)

“:O.




donna Corleone’s bag




Ted Noten, 2004


[detalhe]

não é só o abade que donde canta dali janta...













Livro de Horas, França, Provença, c.1440-1450

de Gaius Julius Hyginus, (c. 64 BC - 17 AD


Para escapar à perseguição do gigante Tífon, Afrodite lança-se juntamente com o filho Cupido nas águas do rio Eufrates. Dois peixes ajudam a trazê-los à superfície e em recompensa são incluídos na constelação dos Peixes

assim não dá! assim não dá!
fónix! sou porteiro de blogue, não sou escravo!

e que tal se fossem todos fazer uma visitinha à piquena Sílvia que nos bombardeia o Cocanha com comentários tão atractivos a convidar para os seus shows?
ora ide lá sff, a ver se ela nos desampara a loja!













-het-eth-eth-eth-eth-eth-eth-eth! Bang, bang, bang! keepi-sua! Pippi-sua!
- oh... apologia, mi amoros, apologia!

In a nameless city, deluged by a continuous rain, three rabbits live with a fearful mystery…

e na volta acabam a vender braceletes italianas...




Ele há coisas...


ora confirme-se o url da imagem para não se dizer que eu é que sou má língua...