Parece que amanhã vão marchar no Bulhão.E eu acho bem. O Porto não será ainda Torres Vedras em época de corso, mas também não pode ser só alhos-porros no S. João.




A única questão que me faz espécie é onde cabe o orgulho num projecto de indiferenças.


Mas enfim, sempre vale a pena constatar que todas aquelas instituições de mecenato humanista- dos Ursos às Panteras, passando pelos Motards e pela AMI- ainda acreditam no estímulo da livre concorrência do mercado.







Com tanto espólio ao abandono, com tanto monumento para restaurar,deu-lhes agora a veia novelística do “trocados à nascença” só para meterem o nariz no reizinho.









Que a praga da múmia os atormente, carago!

(...) “E falha José Saramago ao comparar os israelitas aos nazis e falham os palestinianos ao pretender negociar a sua auto-determinação defendendo a extinção de Israel, como falham certos políticos israelitas (actualmente uma minoria em Israel), ao considerarem que não há outra solução senão a continuação de uma política de ocupação (ainda que legitimidada por alturas da guerra que lhes foi movida pelos árabes).
O maniqueísmo uma vez mais (tal como nalgumas das dicotomias clássicas - proletário-burguês, comunismo-capitalismo, nacionalismo-internacionalismo, fascismo-democracia, imperialismo-autonomia e outras), não é resposta nem conclusão para problemas tão vastos e complexos que exigem de nós uma maior capacidade de reflexão e entendimento, e sobretudo de envolvimento nos mesmos sem quaisquer parti-pris e preconceitos.

E enquanto estamos preocupados com os judeus e os negros, os islâmicos e os hindus, os ciganos e turcos, as grandes CORPORAÇÕES, OS GRANDES VIGILANTES, as Microsofts, as Coca-Colas, os McDonalds, os lobbies petrolíferos islâmicos (todos juntos no Rock-em-Rio, formando o verdadeiro Eixo do Mal, se é que se possa falar assim de um projecto que não tem língua, não tem pátria nem geografia, não tem religião, nem identidade e se chama OPRESSÃO, AUSÊNCIA DE LIBERDADE, COISIFICAÇÃO DO HOMEM), vão bebendo nos nossos ódios, vão alimentando a nossa necessidade e sede de vingança sobre os mais fracos e magros, vão retirando da nossa inveja, o fermento que necessitam para se fortalecer e tomar finalmente as rédeas do Mundo. Como os da Transilvânia mas voando por dentro...”


Quem disse?


macaca e gatos



Segundo a lenda, as macacas tinham o vício de roubar as crias dos outros animais e até os bebés humanos. Parece que o faziam por saudades de terem perdido o filho menos estimado, quando eram perseguidas por caçadores e escolhiam apenas o preferido para fugirem com ele ao colo.


I Yuan-chi, dinastia Sung Dynasty, rolo pintado sobre seda, 31.9 cm x 57.2 cm

já que tanto se pediu uma imagem de prazer...

Como a Zazie está um tanto engripada cabe-me a mim a tarefa do entretenimento diário



Ainda pensei em postar um gaja nua, que é assim que se costuma fazer nestas situações, mas como isto por aqui é um blogue católico, patriótico e familiar, fiquemo-nos pela aproximação.


Espero que gostem



A cegueira das fantasias de ménage a trois com bonobos e escovas-porco-espinho ainda são capazes de o levar ao castigo...






[imagem tirada da Natureza]




Fizesse-lhe a benzedura ou vendesse-lhe metade da alminha mas perder um diabinho emparedado, para um antiquário é que devia dar direito a alma penada por mais uns séculos












A ler aqui

[fotografia roubada aos 2 dedos]

aqui fica um convite para o chá das 5h

















Jean Solé, Animaleries



El Mono de la Tinta

«Este animal abunda en las regiones del norte y tiene quatro o cinco pulgadas de largo; está dotado de un institno curioso; los ojos son como cornalinas, y el pelo es negro azabache, sedoso y flexible, suave como una almohada. Es muy aficionado a la tinta da china, y quando las personas escriben, se sienta con una mano sobre la otra y las piernas cruzadas esperando que hayan concluído y se bebe el sobrante de la tinta. Después vuelve a sentarse en cuclillas, y se queda tranquilo»

Wang Ta Hai (1791)
Seg. Jorge Luis Borges, El libro de los seres imaginários

Francisco Toledo,El mono de la tinta, aguarela sobre papel(24 x 34 cm, 1983

dedicado ao nosso estimado Antónimo



clicar aqui

É preciso ter lata. Como se não bastasse o que deu ao dente, este musaranho ainda traz para aqui os despojos...














Esta é que foi uma boa caçada!


Foi uma boa caçada...










Eu e o musaranho vamos às gárgulas durante uns dias.




Como até ao nosso regresso a casa fica por conta do piloto insuflável, esperemos que o assédio das habituais fãs não desnorteie a pilotagem.

Hasta la vista


zazie e musaranho coxo

a "aguasfurtadas", revista de literatura, música e artes visuais acaba de lançar o seu número nove. Com textos de Inês Lourenço, Tiago Gomes,Rui Lage, Pedro Ribeiro, Marcelo Rizzi, Adrienne Rich, Virginia Woolf,Filipe Guerra, entre muitos outros, para além de trabalhos inéditos de vários fotógrafos e artistas plásticos, e ainda de um CD com obras de Alexandre Delgado, Ruben Andrade, Dimitris Andrikopoulos e do grupo de jazz Espécie de Trio.

Este número nove será apresentado no próximo dia 6 de Julho, a partir das 21h30, nos Espaços JUP (Rua Miguel Bombarda, 187), no Porto, com a realização de um espectáculo que incluirá as actuações dos projectos Mana Calórica e Las Tequillas. Haverá ainda outros motivos de interesse que estão a ser meticulosamente preparados pela equipa de
coordenação da revista.

Rui Manuel Amaral
(Editor de Literatura)

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Visite o
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O do Jarry ao pé do papion do Gesner era um Senhor.










Conrad Gresner, Appendix historiae quadrupedum viviparumum et oviparum. -Tiguri, C. Froschoverus, 1554.


Confirmando-se que a vereadora Gabriela Seara da Câmara Municipal de Lisboa aceitou o convite para se deslocar num carro de tuning para percorrer as ruas de Lisboa por ocasião da estreia do filme " Velocidade Furiosa - Ligação Tóquio", a ACA-M confessa-se sem palavras para descrever uma tal absurdidade, insensibilidade e vileza populista.

Porque a dor e o sofrimento causados pela sinistralidade rodoviária, que afecta particularmente os jovens portugueses, são matérias de uma enorme gravidade social, a ACA-M vem apelar a que a vereadora Gabriela Seara desista deste inqualificável intento.

Lembramos que a série Velocidade Furiosa é um conjunto de filmes de culto dos street racers, uma ideologia totalmente contrária, ou assim esperamos, àquela pugnada pela vereação da Câmara Municipal de Lisboa.

Contactos:
Manuel João Ramos 919258585
Guilherme Moreira – 9367889655

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Pergunta da casa: será que também leva a cabeleira postiça e o Chihuahua?


mas algo me diz que o poeta-hortelão continua barricado na horta...















e não há quem o demova

há coisas que só mesmo no Dragoscópio

“Em algumas províncias nossas crescem formigas com as dimensões de cachorros, com seis pés e asas, à maneira de lagostas marinhas;têm dentes dentro da boca, com os quais comem, maiores do que os dos cães e dentes fora da boca maiores que os dos javalis bravos, com os quais capturam quer homens quer outros animais. Uma vez capturados, imediatamente os devoram. E, o que é mais espantoso, são tão velozes na corrida que se julgaria, sem duvidar, que voam e, por tudo isso, nessas províncias não habitam homens, senão em lugares muito seguros e fortificados. Com efeito, essas formigas permanecem debaixo da terra desde o pôr-do-sol até à hora de terça do dia e durante toda a noite extraem ouro puríssimo e trazem-no para a luz. Mas, desde a hora de terça até ao pôr-do-sol mantêm-se à superfície da terra e alimenta-se. Depois, entram debaixo da terra para extraírem ouro. E assim procedem todos os dias. Quando anoitece, os homens descem das suas fortificações e recolhem o ouro que carregam em elefantes, hipopótamos, camelos, quimeras e outros animais de grande porte e força e transportam-no, durante todo o dia para os nossos erários. De noite, trabalham, lavram, semeiam, colhem, vão e vêm e fazem tudo aquilo que querem, pois durante o dia ninguém ousa mostrar-se, enquanto as formigas se encontram à superfície da terra e isto pela força e ferocidade dessas mesmas formigas.”

Assim se refere na lendária Carta do Preste João das Índias as estranhas formigas-leão, cuja existência lendária percorreu os tempos, desde a saga hindu Mahâbhârata , aos bestiários medievais ou relatos de viagens.

Segundo a tradição, a famosa formiga-leonina tinha a parte posterior do corpo em forma de formiga e anterior como um predador leão a que não faltava a juba nem a saciedade do rei dos animais. A lenda das mermekolion (do grego- murmêkoleôn) parece derivar de uma passagem da versão grega do Livro de Job. Jorge Luis Borges conta-a no Livro dos Seres Imaginários:

«Un animal inconcebible es el Mirmecoleón, definido así por Flaubert:”león por delante, hormiga por detrás, y con las pudendas al revés”. La historia de este monstruo es curiosa. En las Escrituras (Job, IV, 11) se lee: “El viejo león perece por falta de presa.”
El texto hebreo trae laysh por “león”; esta palabra anómala parecia exigir una traducción que también fuese anómala; los Setetna recordaron un león ara´bigo que Eliano y Estrabón llaman Myrmex y forjaron la palabra “mirmecoleón>.
Al cabo de unos siglos, esta derivación se perdió. Myrmex en griego, vale por “hormiga”; de las palabras enigmáticas. «El “león-hormiga” perece por falta de presa» salió una fantasia que los bestiários medievales multiplicaron: «El Fisiólogo trata del león-hormiga; el padre tiene forma de león, la madre de hormiga; el padre se alimenta de carne, ya la madre de hierbas. Y éstos engendran el león-hormiga, que es mezcla de los dos y que se parece a los dos, porque la parte delantera es de león, la trasera de hormiga. Así conformado, no puede comer carne, como el padre, ni hierbasm como la madre; por consiguinte, muere.»

As mutações por que passam estas fantásticas formigas-leão são tão complexas que chegam ao século XVIII associadas a libelinhas e carochas, acabando por entrar no sistema classificativo de Lineu.

Pelo meio as confusões foram muitas. No século XIII, Bartolomeo Anglico refere as formigas-leões no tratado De Proprietatibus Rerum. Ao descrever um animal muito grande, semelhante a uma aranha, chama-lhe mirmiceon, confundindo-as com as aranhas myrmecion, nomeadas por Plínio Na Historia Natural. Mas explica que o nome destes animais deriva da facto de irem à caça de formigas como “leões”.
Claude Perrault, nas Memórias para servirem a História Natural dos Animais, recorda estas etimologias para justificar o nome do camaleão. Também ele é um leão a caçar insectos, como as formicaleon a caçarem formigas
Em alguns manuscritos medievais estes seres também aparecem como formigas-cão, tendo em comum a lenda serem incansáveis escavadoras de ouro, matando todo o intruso que dele se quisesse apoderar.



Em 1996, Marlise Simons, num artigo do New York Times, contou que o mistério destas formigas escavadoras de ouro estava resolvido . Segundo a autora, numa região recôndita dos Himalaias, entre a Índia e o Paquistão, o entomologista Michel Peissel e outros exploradores encontraram umas marmotas que traziam para a superfície pedaços de ouro misturados com terra, ao escavarem os seus túneis. Ainda hoje existem índios da tribo Minaro que asseguraram que há gerações que colectam ouro por este processo.
Sendo assim seria às marmotas que Heródoto se referia ao descrever as formigas leão como animais de tamanho superior ao de uma raposa mas mais pequeno que um cão.
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Para seguir os trâmites classificativos da formiga-leão, consulte este site

Carta do Preste João das Índias. Versões medievais latinas, prefácio e notas de Manuel João Ramos, trad. Leonor Buescu, Assírio & Alvim, Lisboa, 1998.
Jorge Luís BORGES, El libro de los seres imaginários, Alianza Editorial, Madrid, 1999.

Druce, G. C. 1923. [Myrmekoleon] or Ant-Lion. Pp. 347-363 in The Antiquaries Journal. Vol. III, No. 4. Oxford University Press, London.

Kevan, D. K. McE. 1992. Antlion ante Linné: [Myrmekoleon] to Myrmeleon (Insecta: Neuroptera: Myrmeleonidae [sic]). Pp. 203-232 in Current Research in Neuropterology. Proceedings of the Fourth International Symposium on Neuropterology. Bagnères-de-Luchon, France, 1991. M. Canard, H. Aspöck, and M. W. Mansell, eds. Toulouse, France.

Simons, Marlise. 1996. 'Gold-Digging Ants' mystery seems solved, after bugging scholars for centuries. New York Times, 25 November.

imagens:
1- um ladrão de ouro a escapar de uma formiga leão, montado num camelo fêmea, enquanto o macho é devorado pelas formigas.De Rebus in Oriente Mirabilibus, a late 10th Century Anglo-Saxon and Latin MS (British Library, London).
2-formiga-leão- bestiário francÇes de Guillaume le Clerc (Bibliothèque Nationale, Paris, MS fr 14969, folio 17).
3-mirmicaleon- mapa-mundo de Ebstorf, c. 1213 et 1373
4-Etiópia- Le Livre des merveilles du monde ou Les Secrets de l'Histoire naturelle. Cognac, Robinet Testard, c. 1480-1485.BNF., Manuscrit sur parchemin (95 ff., 30,5 x 21 cm).
5-Saltério Queen Mary,séc. XIV, (British Library, London, MS Royal 2 B vii, folio 96)
6-marmota
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Se estiver interessado em mais curiosidades acerca de formigas espreite as respostas do Animal ao 1º teste que o Grande Educador lançou na blogosfera