Os bons bloggers são como as marcas registadas, não prolificam a retalho.
Algo me diz que o caríssimo Paulo Cunha Porto está de regresso a casa .
Aqui fica uma musiquinha para animar a mudança.
Quem disse isto:
Ninguém certamente confunde a plutocracia com o grande comércio ou com a grande indústria. A concentração que os fez surgir é determinada ou por condições económicas gerais ou por condições específicas da produção. É útil economicamente, pode ser impecável nas suas relações com o trabalho e com o público e em certo casos não está na sua mão ser ou não ser. Também ninguém confundirá a plutocracia com a finança. Enquanto houver moeda e crédito e propriedade privada e capitais mobiliários e a produção gerida por uns e abastecida de capitais por outros tem de haver finança. E esta, é útil, por ser igualmente impecável. Mesmo quando especula, dentro de certos limites, a finança tem utilidade social. Pode até o financeiro, como outros administradores de grandes riquezas, não ser rico; mas exactamente porque manuseia matéria de verificação delicada — dinheiro, títulos, crédito — pode ter intervenções inconvenientes na vida económica e arrastar consigo muitos valores que se lhe confiam ou o seguem nas suas operações.
Quando joga, deixa de interessar à economia; nós podemos dizer que está fora da sua função.
O plutocrata não é, pois, nem o grande industrial nem o financeiro; é uma espécie híbrida, intermediária entre a economia e a finança; é a «flor do mal» do pior capitalismo. Na produção não lhe interessa a produção mas a operação financeira a que pode dar lugar; na finança não lhe interessa a regular administração dos seus capitais, mas a sua multiplicação por jogos ousados contra os interesses alheios. O seu campo de acção está fora da produção organizada de qualquer riqueza e fora do giro normal dos capitais em moeda; não conhece os direitos do trabalho, as exigências da moral, as leis da humanidade. Se funda sociedades é para lucrar apports e passá-las a outros; se obtém uma concessão gratuita é para a transferir como um valor; se se apodera de uma empresa é para que esta lhe tome os prejuízos que sofreu noutras. Para tanto, o plutocrata age no meio económico e no político sempre pelo mesmo processo — corrompendo. Porque estes indivíduos, a quem alguns chamam grandes homens de negócios, vivem precisamente de três condições dos nossos dias: a instabilidade das condições económicas; a falta de organização da economia nacional; a corrupção política — Quem tenha os olhos abertos para o que se passou aqui e para o que se passa lá fora não pode duvidar do que afirmei
- 25/10- Solução:
Como era de se esperar, ninguém acertou.
Aqui fica o autor do texto: António de Oliveira Salazar, Discursos, 1934.

Depois de os deuses terem sido criados e descido do Céu sobre a Terra, passaram então à criação do ser humano, moldando-o com argila.
Felizes pela tarefa, os deuses decidem festejar o feito com um banquete. Enki, o deus da Água e Ninmah- a deusa Terra exageram na pinga e têm a triste ideia de pegar de novo na argila para modelar mais humanos.
Foi desse feito que nasceram seis tipos de homens anormais. Entre eles incluíam-se as mulheres imperfeitas por serem estéreis e os homens insexuados.
Ninmah concebeu uma mulher que não podia dar nascimento.
Enki, vendo a mulher que não podia dar nascimento, decretou-lhe o destino, destinou-a a fixar-se na «casa da mulher»
Ninmah concebeu um ser que não tinha órgão masculino, que não tinha órgão feminino.
Enki, vendo que aquele que não tinha órgão masculino, que não tinha órgão feminino, decretou como seu destino permanecer junto do rei.
An leva o Céu; Enlil leva a mãe- Terra. Desta união incestuosa nasceu o universo organizado.
Suméria, Gilgamesh, Enkidu e os Infernos, 2500 a.C

Cosmas Indicopleustes "as aguas por cima e por baixo do firmamento", Topografia Cristã, 550 d.C.
Samuel Noah Kramer, A história começa na Suméria, Mem Martins, Publicações Europa-América, 1997
«(...)Não compete à Igreja tomar conta da saúde pública. Esse é o papel dos Estados, os quais são seculares - portanto, onde há separação de poderes entre o Estado e a Igreja. Se o Estado decidir, por exemplo, legalizar o aborto, a Igreja não tem forma de o impedir e terá de viver com essa lei. Assim, qualquer doença deve, em primeiro lugar e como direito dos cidadãos, ser alvo dos cuidados do Estado e seus instrumentos. Se, para além destes, ainda contarmos com o apoio da Igreja, óptimo. Mas lembra-te que tu não pagas impostos para que a Igreja tenha esse papel; é da sua iniciativa e a suas expensas.
-A Igreja é tão radical na defesa da vida que chega ao ponto de comprar guerras que parecem escandalosas aos que não são crentes, como a questão do aborto e dos contraceptivos - onde se inclui o nosso tópico do preservativo. Assim, tudo o que a Igreja faz tende a ser em nome da sua coerência face a esse propósito fundamental de proteger a vida.
- Na específica questão do combate à SIDA, como noutras áreas da assistência social, a Igreja é quem conhece melhor o terreno, pois mais de 25% dos cuidados mundiais prestados a doentes com SIDA estão a cargo de instituições católicas. Para além desta relação directa com a epidemia, a Igreja leva a cabo inúmeros programas de desenvolvimento e assistência de urgência aos mais necessitados, levando alimento, remédios, educação e informação. Tudo isto é combater a SIDA, salvando vidas e sendo infinitamente mais eficaz do que qualquer campanha imbecil que ninguém leva a sério, nem leva a que se mudem os comportamentos.
- O teu problema é até cruel na sua ironia. Tu achas que se a Igreja aprovasse as relações sexuais fora do matrimónio, e fora do amor (só porque existe desejo sexual, não importando que se reduza o outro ao seu corpo), ela estaria a combater a SIDA desde que recomendasse o uso do preservativo. Mas o mais certo seria que, assim, a Igreja estivesse a validar o problema que está na origem da SIDA: a promiscuidade.
Então, finalmente, os crentes poderiam dizer que a Igreja estava do lado daqueles que usam a sua sexualidade de forma egoísta e irresponsável, bastando apenas que se colocasse o preservativo para estar tudo bem perante Deus. Isto, como espero que reconheças com rapidez, não só transformaria a Igreja numa organização contraditória e inútil, como levaria ao aumento das relações sexuais de risco.
- Não se conhecem casos de indivíduos católicos que tenham invocado a doutrina para não usarem preservativo em relações sexuais de risco. O que se conhece é uma percentagem elevadíssima de indivíduos sem qualquer vínculo religioso, e cheios de informação sobre a doença, que se recusam a usar preservativo, ou que aceitam não o usar nos momentos da oportunidade. É isto que importa pensar.»
A ler na íntegra
Burroughs, The Electronic Revolution
(Suárez Miranda: Viagens de Varões Prudentes, livro quarto, cap. XIV, 1658.)- Jorge Luis Borges História Universal da Infâmia.
- Subliminar (a ERC e os telefonemas do PM ao director do Público);
- Paulo P (Paulo Pedroso e as ameaças a bloggers)
E, mais uma vez, os parabéns ao António Balbino Caldeira
"O simulacro nunca é o que oculta a verdade - é a verdade que oculta que não existe. O simulacro é verdadeiro".
Eclesiastes
{reposição}
«Havia os Canteiros, as Choças, as Barracas, as Vendas e a Alta-Venda(...). Os Chefes da Choça eram Mestres da Barraca, o desta Mestre da Venda.(...)
Na Carbonária encontravam-se Primos de todas as classes sociais: médicos, engenheiros, advogados, professores de todos os ramos de ensino, estudantes, oficiais superiores do Exército e da Armada, sargentos, alguns administradores do concelho, funcionários públicos de todas as categorias e de todos os ministérios, proprietários, lavradores, comerciantes, lojistas, empregados no comércio, actores, operários, cocheiros, condutores e guarda-freios dos eléctricos, empregados dos caminhos de ferro, alguns agentes e guardas da polícia, etc. Havia de tudo na Carbonária».
António Ventura,A Carbonária em Portugal, Biblioteca Museu República e Resistência, 1999.
Como reza a lei, na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.
Em matéria de ideologias, então, há hábitos que não se alteram.
Quem havia de dizer que num blogue tão herético e liberal, até pode ocorrer um grande apagão na janelinha de comentários, com pertinentes críticas ao desgoverno cá da terrinha, quando as pinoquices trocam corajosos confrontos com ERCs e preferem dar lustro a gurus e impor respeitinho ao ministro?
Jorge Nesbitt, "Untitled", 2008. Oil and graphite on book page, 14,7 x 23,5 cm.

«(...)Na verdade, quando o programa terminou fiquei com a impressão de que aquilo que eles gostariam não era tanto que o regime ainda em vigor se mantivesse – era que voltasse a vigorar o que impedia as pessoas de se divorciarem, anterior ao 25 de Abril de 1974…»
CM, 2.X.2008
Viva o MFA!
A banca deixou de servir de intermediário entre poupanças e economia? Vive-se do ar? É o fim de paradigma da boa da Civilização Ocidental?
Mas não tem sido em nome da boa "civilização" que o mundo se tem aplicado a espatifar o que vem de matriz, inventando-se, com prazer e dedicação, todo o tipo de armas que o possam destruir em minutos, destinando ao terráqueo do futuro engenharias contra-natura de terceiros sexos, clonagens transgénicas ou colónias de criancinhas educadadas por gadgets?
Pois se basta viver de palavras e enterrar a História, já que o exemplo do passado é que estorva, não admira que uma crise de papel deixe os maiores “teóricos do progresso” feitos baratas tontas.
Não há-de ser moléstia nova; apenas um encontrão de percurso.
Começou por ser alarme de mais uma arma da Jihada, enviada em cartas aos senadores democráticos americanos, até que um cientóino acaba por se suicidar, depois de experiências com o dito, a fim de inventar vacina- dizia-se- com mega programa de financiamento do Pentágono.
A arma química, que havia sido detectada por outro idêntico, com currículo ligado à Defesa e à manipulação das viroses deixa de o ser, pois este acaba agora por dar o dito por não dito , após a incriminação do colega maluquinho que quinou.
O maluquinho cientóino suicidou-se por loucura natural, digamos assim, tal como o antrax mata, como a natureza o permite.
No entanto, parece que as controvérsias ainda não acabaram e outros cientistas questionam se a manipulação dos aditivos de sílica nos esporos existiu, ou se poderia ter sido feita apenas por uma pessoa, sem um programa do estado já organizado.
«The truth will come out when all the data are revealed," Jahrling says. But there is no indication from the FBI that more data are forthcoming anytime soon. Until they are provided, there will continue to be suspicions and speculations about the silicon in the spores.»

