Como parece que há dúvidas acerca da língua que o Faísca vai falar, aqui ficam passagens do memorando da Troika e um mapa para se aferir.
Memorando da Troika

Mercados de Energia
Objectivos:


continuar a integração do mercado ibérico de electricidade e gás (MIBEL e MIBGAS).
5.3. No mercado do gás, o Governo irá tomar medidas para acelerar a criação de um mercado funcional ibérico de gás natural (MIBGAS),nomeadamente através da convergência regulamentar


Privatizações

3.30. O Governo vai acelerar o seu programa de privatizações. O plano existente, elaborado com horizonte até 2013, cobre as áreas dos transportes (Aeroportos de Portugal, TAP, e o ramo da carga da CP), da energia (GALP, EDP e REN)
(...)

O governo compromete-se a ir ainda mais além, através do rápido e total desinvestimento das acções do sector público na EDP e REN, tem-se esperança que as condições de mercado permitam a venda destas duas companhias, assim como da TAP, pelo fim de 2011.



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Con el objetivo de crear una red de gasoductos en toda la Península, el Ministerio de Industria publicó un Decreto el 23 de marzo de 1972 creando la Empresa Nacional del Gas (Enagás, S.A.).

Portanto...



Sendo a ENAGÁS uma empresa estatal espanhola, faz-se de novo a pergunta: quem será que vai aproveitar os saldos das privatizações?

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Acrescento: à falta de ilhas, como as que queriam levar aos gregos, agora querem o ouro dos naziz de volta.

Via Portadaloja






























Ted Noten, Eleven Women and 400 Daisies, 2011


«When the idea of a European Monetary Unification was initially discussed in the 1970s, a fierce debate broke out between the so-called “Economists” and the “Monetarists” over convergence conditions that should be required prior to monetary unification.

The Economists posited that deep-seated differences in wage and price behaviour and monetary and fiscal policies in different member countries should be removed prior to integration. Otherwise a single monetary policy could not fit all members.

The Monetarists said that prior convergence was not necessary, since these differences would be eliminated by the monetary union itself.»


Resultado:

Os países centrais foram emprestando dinheiro aos periféricos e a assimetria atingiu cerca de 3 triliões de euros (3 milhões de milhões de euros) entre os países europeus.





















zazie & musaranho coxo



É capaz de também ter sido um ímpeto de oralidade para treinar o método suíço


«Chamando à colação uma obra que foi para nós, noutro tempo, objecto de interessado estudo, o “Tratado Lógico-Filosófico” de Ludwig Wittegenstein, aí se respiga o seguinte: “A proposição é a descrição de um estado de coisas. Tal como a descrição de um objecto é feito segundo as suas características externas, assim a proposição descreve a realidade segundo as suas propriedades internas. A proposição constrói um mundo com a ajuda de um andaime lógico, e por isso se pode também ver na proposição, como tudo se relaciona logicamente se ela é verdadeira. É possível tirar inferências de uma proposição falsa”. (sublinhados nossos) (…) “A imagem representa o que representa, independentemente da sua verdade ou falsidade. A concordância ou não concordância do seu sentido com a realidade, constitui a sua verdade ou falsidade.”»




Foi nestes pomposos termos que uma magnífica da Relação quis recordar o senso comum, a propósito da violação do psiquiatra à grávida.

Faltou pesquisar melhor o Tractatus Logicus Filosoficus e encontrar lá explicação para um facto ainda mais cientóino: o psiquiatra, muito antes de ser um psiquiatra-violador, já era um bom terapeuta em técnicas avançadas de tratamento de perturbações psicóticas: utilizava a moderna "técnica suiça" e ninguém se queixava.

E essa técnica, como até confirmou outra médica à desconfiada mãe da paciente queixosa a posteriori, é mesmo assim- masturbam-se as doentes para relaxar.

Neste caso, a técnica custava 164 euros por semana, livre de recibos porque no T1 da casa do terapeuta nem espaço havia para funcionários, quanto mais detalhes de burocracia.

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O José do Portadaloja vai fazer post acerca da macacada, pelo que se aconselha ir-se lá ver o que sai. Há-de sair da boa, que para os jornaleiros nem vale a pena ler acórdãos. Basta-lhes acirrar as matilhas acéfalas.







O Timo Soini é que levou censura dos rapazes de Wall Street.

Informação colhida no imprescindível Portadaloja.

O Faísca foi nacionalizado em 75 e não tarda nada habla español.











Tadinho do faísca, que ainda vai ter de alimentar mais uns hermanitos de la RENFE









bonequito surripiado da CRGE


Anda por aí meio mundo de peritos e politólogos, muito felizes com esta caridade do FMI e a garantirem que agora é que vai ser. O que é preciso é colaborarmos todos com muito sacrifício.


Pois bem, a treta inclui uma bruta fatia do empréstimo destinado a abono bancário para, depois, os nossos bancos poderem financiar a "economia real", diz-se.

Sucede que, por sua vez, e para ajudar os "mercados", o Estado incumbe-se da salvação do bom do lixo tóxico do BPN, em venda acelerada até Junho- com compra pelo Estado da porcaria que lá tem dentro.

E tem muita piada ninguém falar nisto. Porque, o empréstimo caritativo é mais ou menos uma macacada ponzi a inchar em bolha.

Os beneméritos do BCE e FMI vêm cá injectar 12 mil milhões de peidos que o Estado se encarrega, por sua vez, de seringar nos bancos que já não têm liquidez, para que depois estes possam voltar a emprestar ao mesmo Estado. Ficando o nosso Estado com dívida a dobrar, para pagar o inteligente empréstimo aos intermediários, em exigência dos ditos "mercados europeus".

Uma "bernankice" de falsa recapitalização bancária que apenas serve para o Estado ficar com duplo encargo de dívida ao FMI e à banca e ainda a pagá-la com juros.

Parece que se costuma chamar a isto um simulacro financeiro, com venda de Dívida Pública.

Neste caso, para tentar cobrir juros de dívida acumulada.

Este fenómeno, fruto de engenharias tão engraçadas, tem até um nome apropriado à tolice geral em que caímos- uma boa de uma Debt Trap.
Desta vez, com a peculiaridade de serem os ratos e as ratazanas de grande porte a armadilha-la para os patinhos.

Resumindo, como Portugal não pode sozinho fabricar dinheiro do ar, vem o FMI fazê-lo pelo Estado. No fim, quem paga os juros do fantástico resultado da geração das couves a partir do nada, só podem ser os contribuintes.

Pode confirmar aqui

Banco Português de Negócios


2.10. The authorities are launching a process to sell Banco Português de Negócios (BPN) on an accelerated schedule and without a minimum price. To this end, a new plan is submitted to the EC for approval under competition rules. The target is to find a buyer
by the end of July 2011 at the latest.

2.11. To facilitate the sale, the 3 existing special purpose vehicles holding its non-performing and non-core assets have been separated from BPN, and more assets could be transferred into these vehicles as part of the negotiations with prospective buyers. BPN is also launching another program of more ambitious cost cutting measures with a view to increase its attractiveness to investors

2.12. Once a solution has been found, CGD’s state guaranteed claims on BPN and all related special purpose vehicles will be taken over by the state according to a timetable to be defined at that time.

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Acrescento por troca de comentários com um tal Wegie.

E nem tinha visto que a abertura de época de saldos inclui a venda da TAP, REN e EDP no tempo relâmpago de 7 meses, com o apetite da Bismerka ainda a fazer-se ao ouro que resta.

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Novo acrescento: 9/5:

Ora bem, pelos vistos é preciso ser o Financial Times a dizer o que por cá ninguém se atreve por causa do "respeitinho", ou da "campanhazinha", ou do raio que os parta.

Este acordo com a Troika (um arresto que inclui até apropriarem-se de património e riquezas naturais, caso não seja cumprido) foi assinado por quem devia estar atrás das grades e é um saque que vai dar longa recessão para os portugueses.

Ou seja, a dívida devia ser considerada ilegítima. Por que não se trata de cobrar caridade ou de ajudas para relançamento da nossa economia, mas de juros a serem pagos pelos portugueses, por vigarices de irresponsáveis à solta, com uma justiça cativa do Poder político-partidário.

«José Sócrates, prime minister, has chosen to delay applying for a financial rescue package until the last minute. His announcement last week was a tragi-comic highlight of the crisis. With the country on the brink of financial extinction, he gloated on national television that he had secured a better deal than Ireland and Greece. In addition, he claimed the agreement would not cause much pain. When the details emerged a few days later, we could see that none of this was true. The package contains savage spending cuts, freezes in public sector wages and pensions, tax rises and a forecast of two years’ deep recession»..
Via Portadaloja
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Em vez de andarem para aí com troca de arrufos em vídeos patriotas Islândia/Portugal; Portugal/Islândia (o que por si só apenas prova que a UE é mentira e nunca existiu nem existirá um patriotismo comum); mais valia uma rábula, tendo por interlocutores a ciganagem interna que pilha e os agiotas de fora que cobram.
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Novo acrescento, enquanto assobiam para o ar ou saltitam de excitação com as consequências da desgraça:
-mais outros a dizerem o mesmo: «The official wisdom is that Greece, Ireland and Portugal have been hit by a liquidity crisis, so they needed a momentary infusion of capital, after which everything would return to normal. But this official version is a lie, one that takes the ordinary people of Europe for idiots. They deserve better from politics and their leaders (...)the money did not go to help indebted economies. It flowed through the European Central Bank and recipient states to the coffers of big banks and investment funds.»
Via Portadaloja.



zazie & musaranho coxo

Joint venture, lone desventure






















O eduquês expande-se a galope. Neste caso, a passo de corrida de mula cartaxense em jornal pedagógico .

Ora atente-se nestas máximas de uma força viva da terra.

(...)Esta cultura literária é, assim, produto e processo de humanização de/em diferentes sociedades, revelando a força dessas sociedades ao mesmo tempo que se constitui, ela mesma, em iniludível força, ao potenciar uma compreensão dialéctica do mundo e dos homens, fundamental num contexto de afirmação megalómana, redutora e tentacular da cultura tecnológica, “tubarão” moderno a que se agarram os “pegadores” modernos. Contribuir para adequar a cultura literária às propriedades do “torpedo”, na convicção de que há mar e terra para todos, deve constituir-se como objectivo da escola.
(...)

a língua portuguesa vive no presente, vive nos/com os textos, esses marcos de referência da nossa cultura literária e pulsa, também, na vida política e económica, porque a vida nos seus mais diversos domínios, é sempre atinente à palavra e a palavra atinente à vida.
(...)

também contestamos qualquer opção curricular não argumentada por juízos de valor claros e fundamentados; é da aceitação da compatibilidade destes procedimentos que resulta a ancoragem num paradigma dialéctico, avesso à bipolarização e ao radicalismo, oxidações que desvirtuam a bússola do conhecimento e da acção pedagógica.








Os governos dos países da UE assinaram, entre eles, uma treta de responsabilidade mútua, inventada pelos burocratas, registada como "Tratado de Lisboa".

Nenhum português foi chamado a pronunciar-se acerca desse pacto.
Agora, há porcaria feita por incumprimentos de trafulhices governamentais e calotes de banqueiros e vem um Historiador, com um magote de macacos atrás, a dizer que a culpa é do povo português. E que o povo português também excluiu da UE países de Leste, portanto é bem-feito que os lapões votem contra ajudas de burocratas.

Foi mais um surto da demência. Aqui há tempos sentiam-se todos muito teutónicos e faziam momices idênticas com o azar dos gregos.











«se não tiver a maioria absoluta dos votos dos deputados para ser eleito Presidente da Assembleia da República, Fernando Nobre poderá renunciar ao mandato de deputado e ao lugar na bancada do PSD


E voltará para a caridade on the road ou, mesmo assim, prefere ir a Presidente? ":O?



Imprescindível, esta série:



A agit prop destes desgraçadinhos do mito da "Esquerda dos pobrezinhos" não pára.

Agora andam para aí com fwds e "facebookadas" de uma nova causa- a da temerária Islândia, que teve a coragem de recusar o capitalismo e está em vias de se tornar o novo Farol do Ocidente.

Nos intervalos dá-lhes para o politicamente correcto, em versão palop e, numa cedência ideológica, lembram-se que sempre se podia pedir um emprestimozinho ao capitalismo que não faz mal à saúde- o dos brasileiros ou dos angolanos.

Imagem: Albanian Corner Store

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Acrescento: 13-04

Sob a luz da crise islandesa, o farol da resistência "democrática" (agora é tudo democrático), O Rui Tavares acaba de apelar, no Público, aos Estados Gerais do proletariado e dos intelectuais associativos, em geral.