nunca funcionaram a água. Felizmente que a Grécia tem gás natural para a ocupação fazer sentido.

Martin Schulz defende criação de zona económica especial para a Grécia

Duchamp imitou um pseudo-cheque, tornando-o num ready made de valor equívoco. Transformou-o em mercado, comprando-o e voltando a vendê-lo, ele próprio, mais tarde, por valor superior ao que vendera ao dentista, com cotação simbólica de "Obra de Arte".





A Cecília Gimenez acreditava na sua imitação de arte e teve fé no devoto propósito em que a empregou.
O gesto equivocado transformou-se num fenómeno kitsch de mercado mediático e, com ele, a autora num ready made de Artista, pronto a ser usado.


No Portadaloja , um post que recorda a raiz da nossa desgraça.

Mudam as palavras mas não mudam o vício- é ler aquela entrevista ao João Martins Pereira

A perspicácia é isto:

Um diálogo entre o Morgadinho da Cubata e a Wika (marina) numa caixinha de comentários do Portugal Contemporâneo

Ricciardi (morgadinho da cubata)-

(...)Mas é precisamente o direito à posse que vai ser revisto nos próximos tempos, de certeza, através de impostos patrimoniais que vão fustigar a propriedade. Vai ser um governo liberal que irá transformar a posse ou a propriedade de cada um num verdadeiro pesadelo.
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E isto é o fim. É que enquanto tributam o Consumo o instinto das pessoas não se manifesta; quando tributam o Rendimento as pessoas ficam apreensivas; mas quando tributam o património para valores que podem significar ter de vender o bem para pagar o imposto, ou ter de usar o rendimento (já tributado) para pagar a posse, o tal instinto de posse tem de vir à tona.
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O IMI representa 1,5% do valor do imóvel. As pessoas estavam sossegadas porque a avaliação dos imóveis era baixa. O governo vai, adivinho, aumentar drasticamente este imposto. E não satisfeito com isso está a actualizar o valor dos prédios que estão avaliados 1/3 abaixo do valor de mercado.
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Uma casa com uma avaliação na ordem dos 200 mil euros vai pagar cerca de 3 mil euros por ano. Se o governo aumentar o valor da avaliação para 300 mil euros, o IMI a cobrar sobe para 4,5 mil euros. E se aumentar a taxa para 2,5% o valor dispara para uns modestos 7,5 mil euros.
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Isto significa que 625 euros por mês irão para o IMI. Hoje vão cerca de 250 euros por mês, no caso acima referido.
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E isto é um assalto que estão a preparar para o próximo ano, porque se comprometeram com um défice ainda mais reduzido para 2013. Como não conseguem fazer crescer a economia, vão roubar o património alheio do povo.

marina (wika) disse...
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pois é como dizem , estão transformando a propriedade tão só numa responsabilidade financeira. Penso que é pior ainda que comunismo , porque é um comunismo disfarçado , é tudo do Estado na mesma . Não vale a pena ter nada .

Por que é que não se fala em Arnold Toynbee nas universidades portuguesas?

devassado e perseguido

Como dizia Nietzsche: «Os homens foram pensados como “livres”, para que pudessem ser julgados e punidos – para que pudessem ser culpados»

A propósito do famigerado "capitalismo facista", o José fez este comentário de antologia:

«A esquerda e a cripto-esquerda socialista prefere os Sócrates, Jorges Coelhos e Relvas a mandar.


Com o Balsemão a aplaudir e o Ricardo Salgado a financiar.»




Este vai na íntegra e só podia ser do Dragão


«Em todo o caso, não percebo tanto escarcéu de cada vez que descobrem um falso doutor entre os ministros ou um falso engenheiro entre os chanceleres. Já a evidência recorrente e corriqueira de , por obra e graça de eleicinha, tanto doutor e engenheiro se transformar em falso ministro ou em pseudo-chanceler não parece incomodá-los minimamente. Para não variar, aponta-se o cisco, a pentelhice na vista alheia e faz-se de conta que o argueiro - melhor dizendo, a trave descomedida - no olho próprio, embora cego, é perfeitamente natural. O escandalinho funciona assim como quê - paliativo para a imunda resignação?
E sempre pergunto: qual é o espanto? O escândalo é ele ter-se feito doutor em doze meses? Num país em que centenas de milhar se fizeram democratas numa noite - a mesma velocidade que qualquer eleito leva a mudar de nacionalidade, só que de dia e passada meia-hora de investidura -, o que é que isso tem de extraordinário?...»


A sério, um ex-país infestado de gente com testículos postiços, coluna gasosa, moral descartável e lógica de conveniência consegue ainda indignar-se com um título postiço? Não, isso é que é assombroso.»




Recordando Jeff Koons em Versailles, no salão de Mercúrio (2009)

Na "The Vanitty of Allegory", de Douglas Gordon, Jeff Koons descreve a escultura como sendo "a arte a deixar o reino do artista, quando o artista perde o controle da arte. É definido basicamente por dois extremos; um seria Luís XIV: quando se coloque a arte nas mãos da aristocracia ou na da monarquia, a arte torna-se reflexo do ego e decorativa. Por outro lado, no outro extremo da escala, estaria Bob Hope: se dermos a arte às massas, a arte torna-se reflexo do ego das massas e também decorativa".

Douglas Gordon, The Vanity of Allegory



«Paris da Arte!... Mostruário geral do Grand Magasin du Monde ... Manicómio colossal de génios, ladrões e mulheres... Grande feira de ciganos, de cavalos e de saloios...»

Almada Negreiros

Só pecou por defeito- agora é assim em Londres, Nova Iorque, Miami e até Veneza.

Meatus Subterraneus


«Um grande remoinho no Pólo Norte absorve as águas do mar para um túnel, através do qual elas são finalmente regurgitadas no Pólo Sul»

Athanasius Kircher, Mundus Subterraneus (1665)

imagem: daqui

Qual troika, qual caines, qual carapuça. É desta que estamos salvos.

O Rui a. acaba de garantir que o nosso problema tem sido andarmos a ser enganados por falsos neotontos, do género latagão chicagense ou assim.

Mas isso é tudo porque desconhecemos que o genuíno neotontismo; o da Bayer, é pequenino. Um verdadeiro microtontismo, ao gosto de cada um.

Portanto, alguém que trate de receber condignamente e com vestes apropriadas, estes tiroleses que andaram a eleger o governo mas era para disfarçar.
Um mero pretexto para devolvermos tudo às bases habsburgas, algures clandestinas, nas cavas da serra de Sintra.

Para que conste:

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa anda a tirar os bens aos velhos, incluindo as casas.

E chegam ao ponto de lhes entregarem declarações para autorização de criação de bases de dados e acesso aos pertences de doentes de Alzheimer.

Para o efeito, usam uma almofadinha para a impressão digital e a tanga de pedido da declaração ao médico de família, em como a pessoa já não consegue fazer a assinatura correcta (mas, mesmo demente, pode ter um dedo lúcido que entenda o que lá vem escrito).

O isco é tão básico que não vai mais longe que incluírem na declaração a possível oferta futura, caso saia na tômbola, o acesso a cartão de doente que até dá descontos nas farmácias.

O resultado serve para esta mentira global: tiram aos velhos autóctones para depois darem aos imigrantes e casta de minoria com protecção especial, em nome da boa da solidariedade do Estado Social.




(...)- Mas será mesmo necessário?
- Mais que necessário: é urgente, é imperioso, é imprescindível!!...
- Mas isto doi. Doi mesmo!
- Claro que dói. É mesmo para doer e quanto mais, melhor. : o que dói, cura! Cura, sana, remedeia e fortifica!
- Mas tenho mesmo que correr furiosamente através destes silvados e tojódromos, ainda por cima ajaezado a arame farpado e em auto-flagelação contínua com cardos e urtigas?
- Claro que tens. Não há alternativa. Foi-nos imposto pelos nossos credores!
- Foi-nos?! Nossos?! Tu vai às cavalitas e eu, que me lembre, não fui consultado para empréstimo nenhum..
- Pois. Era isso ou a bancarrota sem remendo.
-Sim, para a banca não se romper, ando pr'aqui eu a esfarrapar-me todo! No fim disto tudo, temo bem, estará a banca remendada e eu esfolado vivo dos pés à cabeça. E mais zurzido que um Cristo!
- Faz parte do processo reformador em curso....
- Só se for para ti. Para mim é o Calvário reforçado no coiro!
- Capacita-te: É crucial! Quanto mais te esfolares e romperes todo, mais hipóteses teremos de recuperar a confiança dos mercados!...
- A ver se percebo: quanto menos confiança eu tiver nos mercados (e ela diminui a cada hectómetro), mais confiança eles ganham em mim? Deve ser então uma espécie de transfusão de confiança. Na verdade, e por assim dizer, não sangro: dou-lhes sangue. Sangue, que é como quem diz: confiança.
- Vês, como o exercício te é benéfico!... Até já começas a desproferir aleivosias.
- É. Quando um tipo carrega com as dos outros no lombo, nem tem tempo para lavrar as suas. (...)



Só um cheirinho deste acordar dracolino. Vá até e leia na íntegra.

Numa caixinha de comentários, a propósito das grandes abstrações neotontas


«...E estes tipos estão tão parecidos com os comunistas que até doi. Assanhados por coisinhas abstractas que não existem.

Os comunas é pela Igualdade. Uns maricas também, a natureza não gera igualdades. É até bastante desigual. E esquecem o mérito como valor acima da igualdade.

Os liberais é pela liberdade. Outros maricas, na natureza não se tem liberdade alguma, excepto na nossa cabeça. A liberdade de um Gnu depende do sono do Leão e este depende de quantas fêmeas o cansaram nesse dia.»


Morgadinho da Cubata dixit

A propósito do Ministro da Economia-

«Ele vai fora porque o das finanças não vai dar hipótese. São dois ministérios rivais


Previsão deixada em Julho numa caixinha de comentários, recordada pelo "morgadinho da cubata"