
uma cavalgadura do asfalto , mártir da resistência anti-facista
as diferenças predadoras são cada vez menores,

tenhamos esperança na genética alternativa do leopardo nebuloso na terra dos canibais.

tenhamos esperança na genética alternativa do leopardo nebuloso na terra dos canibais.
Tinha má fama, na Idade Média, o espinhoso, comparado ao demo na caça às almas. Dizia-se que vinham em bando, abanavam as plantas para escolherem os frutos mais saborosos e ainda deitavam risadas de alegria pela proeza.

Falas eriçadas, chamva-lhes S. Paulo às línguas destravadas, dos que precisam de morder a própria língua para sentir o efeito das feridas que causam.
Santo Ambrósio tinha sido mais simpático, comparando a “reversibilidade” do bicho com o cristão previdente que fecha as portas da alma aos maus ventos.

Santo Agostinho compôs o ramalhete deste simpático porquinho, chamando-lhe “petra refugium herinaciis- pedra hospitaleira- que prefigurava o Cristo acolhedor.
“Não soube guardar a minha vinha” [Cântico de Salomão]

Falas eriçadas, chamva-lhes S. Paulo às línguas destravadas, dos que precisam de morder a própria língua para sentir o efeito das feridas que causam.
Santo Ambrósio tinha sido mais simpático, comparando a “reversibilidade” do bicho com o cristão previdente que fecha as portas da alma aos maus ventos.

Santo Agostinho compôs o ramalhete deste simpático porquinho, chamando-lhe “petra refugium herinaciis- pedra hospitaleira- que prefigurava o Cristo acolhedor.
“Não soube guardar a minha vinha” [Cântico de Salomão]
tapessaria “La dame a la licorne, séc XV
fotografia retirada daqui
Mudam-se os tempos, mudam os grafismos e os curricula; só não muda "o respeitinho".
Ler o post e seguir os comentários.
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Códigos e trelas
«As galinhas e cães soltos nas ruas, um cenário comum nas aldeias, também não terão vida fácil. A multa por animal sem trela ou sem estar conduzido pelo dono é de cinco euros no caso dos galináceos e de 10 quando se trata de canídeos.»
«As galinhas e cães soltos nas ruas, um cenário comum nas aldeias, também não terão vida fácil. A multa por animal sem trela ou sem estar conduzido pelo dono é de cinco euros no caso dos galináceos e de 10 quando se trata de canídeos.»
Quando menos se espera, a formiga sai da toca

Nininha Guimaraes dos Santos – "Relicário", fio de seda, ouro, plástico, 2005
cortezia da Antipode

Nininha Guimaraes dos Santos – "Relicário", fio de seda, ouro, plástico, 2005
cortezia da Antipode
O Kalebeul já recordou a comédia satírica que Samuel Sheppard lhes dedicou- The Joviall Crew, or The Devill’ turn’d Ranter: Being A Character of the roaring Ranters of these Times traduzido à letra: “A malta Jovial, ou o Diabo virando Ranger: uma das características dos vociferadores Ranters dos nossos tempos” (1651)
Esses libertinos espirituais do tempo de Cromwell que, para além de fornicavam que nem marmotas, cabriolarem nas tabernas e terem tendências comunistas, ainda tinham o vício do tabaco
Faziam parte da “malta jovial” um erudito, um pintor, um boticário, um alfaiate, um soldado e um fidalgo. Iam todos juntos até uma taberna beber vinho doce e fumar Tabaco forte, até se tornarem imortais. Duas esposas de respeitáveis cidadãos juntavam-se ao grupo e a “desbunda” só acabava na Casa de Correcção, com uma sessão de chicotadas.
Aqui fica uma passagem da cantoria herética:
Vamos, não demoremos, que a alegria não nos falta.
Dancemos e cantemos todos em roda, pois somos Ranters Joviais
Deixa que as almas receosas esquivem as taças,
E tremam por tomar bebidas;
Deixa os lunáticos recearem o Império,
E deterem-se perante um Coxo
Vamos, não demoremos, que a alegria não nos falta.
Dancemos e cantemos todos em roda, pois somos Ranters Joviais
Não tememos o Inferno quando morremos,
Nem Górgona nem Fúria:
E enquanto vivemos, beber e f....
A despeito se juiz e jurados.
Vamos lá Rapazes, aceitem vossos gozos,
E desfrutem todo o prazer,
Impulso a impulso, vamos a isso,
Mas temos de ser comedidos.
Todos ao chão, como num desmaio
Para ser uma visão agradável.
E depois de pé, de nádegas nuas,
Quem receará tão doce penetração?
Vamos lá, vamos, ó turma Jovial.
Dançai bizarramente como duendes;
Bebam e berrem, praguejem e forniquem.
Mas nada de rixas e querelas
.................................................................
Consultar: Norman Cohn, Na sensa do milénio. Milenaristas revolucionários e anarquistas místicos da Idade Média, Editorial Presença, 1970
Faziam parte da “malta jovial” um erudito, um pintor, um boticário, um alfaiate, um soldado e um fidalgo. Iam todos juntos até uma taberna beber vinho doce e fumar Tabaco forte, até se tornarem imortais. Duas esposas de respeitáveis cidadãos juntavam-se ao grupo e a “desbunda” só acabava na Casa de Correcção, com uma sessão de chicotadas.
Aqui fica uma passagem da cantoria herética:
Vamos, não demoremos, que a alegria não nos falta.
Dancemos e cantemos todos em roda, pois somos Ranters Joviais
Deixa que as almas receosas esquivem as taças,
E tremam por tomar bebidas;
Deixa os lunáticos recearem o Império,
E deterem-se perante um Coxo
Vamos, não demoremos, que a alegria não nos falta.
Dancemos e cantemos todos em roda, pois somos Ranters Joviais
Não tememos o Inferno quando morremos,
Nem Górgona nem Fúria:
E enquanto vivemos, beber e f....
A despeito se juiz e jurados.
Vamos lá Rapazes, aceitem vossos gozos,
E desfrutem todo o prazer,
Impulso a impulso, vamos a isso,
Mas temos de ser comedidos.
Todos ao chão, como num desmaio
Para ser uma visão agradável.
E depois de pé, de nádegas nuas,
Quem receará tão doce penetração?
Vamos lá, vamos, ó turma Jovial.
Dançai bizarramente como duendes;
Bebam e berrem, praguejem e forniquem.
Mas nada de rixas e querelas
.................................................................
Consultar: Norman Cohn, Na sensa do milénio. Milenaristas revolucionários e anarquistas místicos da Idade Média, Editorial Presença, 1970
Broche ao peito, senhor de respeito

Artur Madeira "It was gold". Brooch. brass, gold. 2003. photo C.B.Aragão
cortezia da Antipode

Artur Madeira "It was gold". Brooch. brass, gold. 2003. photo C.B.Aragão
cortezia da Antipode
Dançarinos cinocéfalos escuros, usando colar de pérolas e pinturas azuis, a deitarem a língua de fora; um demónio lobisomem com chocalhos nos pulsos campainhas e hárpias cornuda, bailarina.

Manisfestações de ternura entre casal de cinocéfalos e enrolamentos de gémeos serpentinos, com peixe taurino em cima.

Ilustrações do Livro das Maravilhas das Coisas Criadas e das Formas Maravilhosas das Coisas que Existem, cópia do século XVII do Punjab, baseado no original do século XIII, do astrónomo persa Muhammad al-Qazwini
mais aqui
Manisfestações de ternura entre casal de cinocéfalos e enrolamentos de gémeos serpentinos, com peixe taurino em cima.
Ilustrações do Livro das Maravilhas das Coisas Criadas e das Formas Maravilhosas das Coisas que Existem, cópia do século XVII do Punjab, baseado no original do século XIII, do astrónomo persa Muhammad al-Qazwini
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Chegou à Europa no barco de Fernão de Magalhães.
Segundo a lenda, era tão leve que os indígenas removiam-lhe as pernas, ossos e entranhas e a pele permanecia intacta.
Vlyssis Aldrouandi ... Ornithologiae hoc est de auibus historiae libri XII ... de Aldrovandi, Ulises, 1522-1605 , Vuteruuer, Io. Crn. Grab. , Franceschini, Francesco Ed. , Bellagamba, Giovanni Battista.empresa- Boschius (1702)
Símbolo da longevidade e da proximidade a Dios e do distanciamento do mundo terreno
Depois inseriam-lhes belas penas coloridas que os ocidentais tomaram como verdadeiras.

Mesmo privado de pernas, voava e flutuava no espaço, permanentemente, alimentando-se de néctar e era o macho que carregava os ovos no dorso nestes voos paradisíacos.

Guarda o segredo da língua dos pássaros e dos anjos – o canto dos coros angélicos e a da sedução amorosa
Erasmo chegou à Merdaleja, Portugal entrou no século XXI mas, mesmo assim, ainda existe luta pela libertação das trevas medievais.
Os combates zombie comprovam-no
Os combates zombie comprovam-no
...Dans le noir brouillard qui tombait sur lui il aperçut cet oiseau fabuleux dont on parle dans les légendes indiennes
et qui parait-il vient au monde sans pattes de sorte qu'il ne se pose jamais. Il dort dans les grands vents, plus haut que l'oeil peut voir
et on ne le voit jamais, vraiment jamais, sauf quand il meurt et il a des ailes transparentes plus longues que celle d'un aigle
et quand elles sont refermées l'oiseau tiendrait dans le creux d'une main
I've heard that there's a kind of bird without legs that can only fly and fly
and sleep in the wind when it is tired
The bird only lands once in its life... that's when it dies
I used to think there was a kind of bird that, once born, would keep flying until death.
The fact is that the bird hasn't gone anywhere. It was dead from the beginning.
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