uma cavalgadura do asfalto , mártir da resistência anti-facista




























as diferenças predadoras são cada vez menores,





tenhamos esperança na genética alternativa do leopardo nebuloso na terra dos canibais.







Raposa que muito tarda, caça aguarda


















[cruzei-me com ela na net mas perdi-lhe o trilho. Quando a voltar a encontrar, prometo que coloco link]

[e das caganitas se faz óleo]


























Argan, A árvore das cabras recicláveis









via otomano

Tinha má fama, na Idade Média, o espinhoso, comparado ao demo na caça às almas. Dizia-se que vinham em bando, abanavam as plantas para escolherem os frutos mais saborosos e ainda deitavam risadas de alegria pela proeza.

Falas eriçadas, chamva-lhes S. Paulo às línguas destravadas, dos que precisam de morder a própria língua para sentir o efeito das feridas que causam.

Santo Ambrósio tinha sido mais simpático, comparando a “reversibilidade” do bicho com o cristão previdente que fecha as portas da alma aos maus ventos.




Santo Agostinho compôs o ramalhete deste simpático porquinho, chamando-lhe “petra refugium herinaciis- pedra hospitaleira- que prefigurava o Cristo acolhedor.




“Não soube guardar a minha vinha” [Cântico de Salomão]

tapessaria “La dame a la licorne, séc XV
fotografia retirada daqui

Mudam-se os tempos, mudam os grafismos e os curricula; só não muda "o respeitinho".
Ler o post e seguir os comentários.


É o chamado Código de Posturas Municipais de Chaves. Trepar às árvores, ou tomar banho em lavadouros públicos, também passa a ser penalizado. Pois é, podem abortar até às dez semanas, podem injectar-se em perfeita harmonia, mas ai deles se os apanham empoleirados no arvoredo, quiçá a fumar algum cigarrito às escondidas!...
Por um lado, começo a achar que o Oliveira Salazar não era um liberal: era um libertário. Por outro, isto só se compreende, mais uma vez, como despejo das urbanomanias ultrapasteurizantes da capital sobre os costados da província. Ou seja, à medida que Lisboa se quer transformar na capital doutro país qualquer, os autarcas psicopatos-bravos da província querem transformar os respectivos burgos em Lisboa. E assim, se tivermos bem presente como aqui, à beira Tejo, abundam - sobretudo ao nível de redacções e programações jornalísticas ou televisivas, em regime verdadeiramente infestante, em cloaca regurgitante e sempreviçosa - galináceos e canídeos devidamente atrelados e conduzidos na transumância quotidiana pelos respectivos donos e pastores, não nos será difícil perceber como será certamente essa boa ordem e higiene pública que se pretende agora estender às berças. É urgente que se civilizem, pois claro. Que se civilizem, modernizem, normalizem e coiso e tal. (Mas faz algum sentido, neste tempo da "Aldeia global", que ainda persistam aldeias locais?!...) Melhor dizendo, na gíria queiroziana, é imperioso que a paisagem imite o país. Que faça como este faz, que adopte a receita que nele se gasta, onde não há galináceo nem canídeo que não circule devidamente arreado de trela, coleira e guarda-freio. Circule, desfile, escreva, comente, opine ou, pura e simplesmente, mame. E com trela, verdade se diga, dupla: aquela que os donos lhes cobram e aquela que os papalvos e basbaques, para cúmulo, lhes dão.

















Walmor Corrêa, 26ª Beinal Internacional de São Paulo, 2004

via vecchiobipede




A menina e o passarinho vão para onde lhe fazem o ninho
















Catherine Servel



Quando menos se espera, a formiga sai da toca









Nininha Guimaraes dos Santos – "Relicário", fio de seda, ouro, plástico, 2005


cortezia da Antipode




O Kalebeul já recordou a comédia satírica que Samuel Sheppard lhes dedicou- The Joviall Crew, or The Devill’ turn’d Ranter: Being A Character of the roaring Ranters of these Times traduzido à letra: “A malta Jovial, ou o Diabo virando Ranger: uma das características dos vociferadores Ranters dos nossos tempos” (1651)

Esses libertinos espirituais do tempo de Cromwell que, para além de fornicavam que nem marmotas, cabriolarem nas tabernas e terem tendências comunistas, ainda tinham o vício do tabaco

Faziam parte da “malta jovial” um erudito, um pintor, um boticário, um alfaiate, um soldado e um fidalgo. Iam todos juntos até uma taberna beber vinho doce e fumar Tabaco forte, até se tornarem imortais. Duas esposas de respeitáveis cidadãos juntavam-se ao grupo e a “desbunda” só acabava na Casa de Correcção, com uma sessão de chicotadas.

Aqui fica uma passagem da cantoria herética:

Vamos, não demoremos, que a alegria não nos falta.
Dancemos e cantemos todos em roda, pois somos Ranters Joviais
Deixa que as almas receosas esquivem as taças,
E tremam por tomar bebidas;
Deixa os lunáticos recearem o Império,
E deterem-se perante um Coxo
Vamos, não demoremos, que a alegria não nos falta.
Dancemos e cantemos todos em roda, pois somos Ranters Joviais
Não tememos o Inferno quando morremos,
Nem Górgona nem Fúria:
E enquanto vivemos, beber e f....
A despeito se juiz e jurados.
Vamos lá Rapazes, aceitem vossos gozos,
E desfrutem todo o prazer,
Impulso a impulso, vamos a isso,
Mas temos de ser comedidos.
Todos ao chão, como num desmaio
Para ser uma visão agradável.
E depois de pé, de nádegas nuas,
Quem receará tão doce penetração?
Vamos lá, vamos, ó turma Jovial.
Dançai bizarramente como duendes;
Bebam e berrem, praguejem e forniquem.
Mas nada de rixas e querelas
.................................................................
Consultar: Norman Cohn, Na sensa do milénio. Milenaristas revolucionários e anarquistas místicos da Idade Média, Editorial Presença, 1970



Broche ao peito, senhor de respeito



















Artur Madeira "It was gold". Brooch. brass, gold. 2003. photo C.B.Aragão

cortezia da Antipode

(...)Ruben de Carvalho ri-se destas perguntas. Como se ri de se andar por aí a citar o camarada Estaline, "pai dos povos", como exemplo de práticas ignóbeis contra a humanidade.
Os erros de Estaline, como por exemplo o facto singelo de ter mandado matar milhões de pessoas, e em particular ter mandado assassinar Trotski por motivos puramente políticos, foram já oportunamente denunciados, em 1956, por Nikita Krutschev, aquando de um congresso do PCUS. Estaline morreu em opróbrio oficial.
A partir daí, depois dessa orfandade, o muro ficou branqueado , porque a denúncia dos erros comunistas funciona como a confissão para os católicos: perdoa todos os pecados.

Salazar, pelo contrário, não tem qualquer perdão. É um fascista e isso basta, porque é crime imprescritível, no código comunista. Mesmo que depois de Salazar tenha vindo Caetano, o Portugal de Abril, acabou oficialmente com o fascismo e como se sabe "25 de Abril, sempre! Fascismo, nunca mais!".
Como é que Ruben de Carvalho pode pensar de outra forma, se foi assim que se formatou ao longo dos anos, no culto da orfandade?



Dançarinos cinocéfalos escuros, usando colar de pérolas e pinturas azuis, a deitarem a língua de fora; um demónio lobisomem com chocalhos nos pulsos campainhas e hárpias cornuda, bailarina.








































Manisfestações de ternura entre casal de cinocéfalos e enrolamentos de gémeos serpentinos, com peixe taurino em cima.



































Ilustrações do Livro das Maravilhas das Coisas Criadas e das Formas Maravilhosas das Coisas que Existem, cópia do século XVII do Punjab, baseado no original do século XIII, do astrónomo persa Muhammad al-Qazwini

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Chegou à Europa no barco de Fernão de Magalhães.
Segundo a lenda, era tão leve que os indígenas removiam-lhe as pernas, ossos e entranhas e a pele permanecia intacta.
Vlyssis Aldrouandi ... Ornithologiae hoc est de auibus historiae libri XII ... de Aldrovandi, Ulises, 1522-1605 , Vuteruuer, Io. Crn. Grab. , Franceschini, Francesco Ed. , Bellagamba, Giovanni Battista.

empresa- Boschius (1702)
Símbolo da longevidade e da proximidade a Dios e do distanciamento do mundo terreno

Depois inseriam-lhes belas penas coloridas que os ocidentais tomaram como verdadeiras.

Mesmo privado de pernas, voava e flutuava no espaço, permanentemente, alimentando-se de néctar e era o macho que carregava os ovos no dorso nestes voos paradisíacos.




Guarda o segredo da língua dos pássaros e dos anjos – o canto dos coros angélicos e a da sedução amorosa





Erasmo chegou à Merdaleja, Portugal entrou no século XXI mas, mesmo assim, ainda existe luta pela libertação das trevas medievais.


Os combates zombie comprovam-no



...Dans le noir brouillard qui tombait sur lui il aperçut cet oiseau fabuleux dont on parle dans les légendes indiennes

et qui parait-il vient au monde sans pattes de sorte qu'il ne se pose jamais. Il dort dans les grands vents, plus haut que l'oeil peut voir

et on ne le voit jamais, vraiment jamais, sauf quand il meurt et il a des ailes transparentes plus longues que celle d'un aigle

et quand elles sont refermées l'oiseau tiendrait dans le creux d'une main



I've heard that there's a kind of bird without legs that can only fly and fly


and sleep in the wind when it is tired
The bird only lands once in its life... that's when it dies

I used to think there was a kind of bird that, once born, would keep flying until death.

The fact is that the bird hasn't gone anywhere. It was dead from the beginning.