bem... a Zazie parece que se meteu em trabalhos e lá tem que vir o porteiro dar uma mãozinha.

Ela pergunta se está errada por afirmar que não é inconstitucional a Igreja Católica não permitir o sacerdócio às mulheres.

O Estado tem o direito de se imiscuir nos dogmas de qualquer religião em nome da democracia, ou isso é um acto ditatorial que só um Estado de cariz religioso poderia fazer?

O debate andou por ali


P.S. como a patroa já está um tanto enxofrada por lhe deturparem as palavras, fica aqui o aviso que, do ponto de vista estritamente religioso, ela se está marimbando para o caso-
se querem mulherio ou preferem só homens é lá com eles porque, do que gosta mesmo é de uma velha igrejinha medieval seja com quem for lá dentro. Até pode ser gado para a ordália.

O que parece que não suporta são jacobinismos ditatoriais encapotados.

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Adenda: o meu caro amigo Luís com quem tenho andado à porrada, acaba de responder ao desafio e colocou post com pergunta idêntica no seu blogue

Como não andamos na luta pelas audiências, escolhei à vontade o lugar para o debate porque nós já escolhemos as armas.

Zazie

5 comentários:

Flávio disse...

Bem, eu não li ainda a discussão, mas estando em causa - como estão - direitos fundamentais das mulheres, quer as entidades públicas quer as privadas estão igualmente vinculadas ao que manda a Constituição. É a própria Lei Fundamental que o diz expressamente. Parece-me por isso, salvo melhor opinião, que a zazie não tem razão.

Mas mudando de assunto...

O David Lynch tem andado muito quieto, desde o Mulholland drive. Será que a zazie sabe alguma coisa do que o senhor anda a aprontar?

beijinhos, Zazie!

mapipe disse...

Mas Flávio será a Contituição que vai dizer quais as normas que a religião deve seguir?
Vai dizer quem pode e não pode ser padre?
Quem deve ser canonizado?
Quantas vezes devemos ir à missa?
não me parece. A Constituição deve intervir em casos onde as religiões estejam a violar direitos humanos...mas não me parece que as mulheres portuguesas estejam muito ofendidas e preocupadas por não poderem ser "padres", nem que dessa proibição venha muito mal à sociedade!

zazie disse...

viva metroplis,

o David Lynch está empenhado num estúdio lá para as bandas da Polónia.

Fazes bem em te dedicar ao cinema porque leis e Constituição não são mesmo o teu forte

":O)))

zazie disse...

De qualquer forma, mesmo sem ir buscar os artigos da Constituição, (tenho-os aqui ao lado) seguindo apenas o mero bom-senso, pergunto-te:

Estás a comparar um detalhe de um culto religioso com uma entidade patronal?

É que, como eu disse a esse respeito, se o trabalho também fosse uma opção só para quem quisesse, porque não dizia respeito à necessidade vital de um indivíduo, não haveria crise alguma se aparecessem empresas a dizer que só admitiam homens carecas ou mulheres com buço.

Mas, se estás a dizer que a Constituição Portuguesa tem poder para legislar em dogmas da Igreja Católica ou de outra que são universais, então tens de explicar que a Constituição Portuguesa tem poderes para além do território tuga.

Se estás a dizer que a Constituição Portuguesa apenas tem direitos no seu território e misturas um detalhe de culto que só diz respeito a quem livremente é crente e às estruturas da própria Igreja, tens de me explicar como é que a Constituição também diz que há´liberdade de culto.

Porque, se é como tu dizes, trata-se de casos de desobediência
civil.

Deviam ser casos de polícia ou então proibidos todos os cultos religiosos em Portugal.

Se segues a ideia do Luís, que diz que numa democracia todas as instituições têm obrigatoriamente de ser democráticas tens de explicar como é que funcionam ilegalmente as forças armadas ou as forças policiais (que por estrutura inerente nunca poderão ser democráticas ou ir a votos a ordem do comandante)

Susana Bês disse...

Deixo um comentário no Luís, que aceitou o desafio, embora aqui se leiam coisas muito interessantes sobre este assunto.