Lin Yong





“strike against the rightist deviationist who attempts to reverse correct verdicts”






La Chinose





"ce n'est pas une image juste, c'est juste une image"

7 comentários:

Ahab disse...

zazie,

foi quando vi "la chinoise" que comecei a não gostar do godard. Lembro-me que achei aquilo ridiculo. Achei o filme uma comédia involuntária e achei incrivel a ideia de que os actores pudessem ler trechos do "Livro Vermelho" do Mao Tse tung sem cairem para o chão a rir. Eu não resistia. Eles liam aquilo e a ideia era levar aquilo a sério... Eu não consegui levar o filme a sério.

Mesmo no final dos anos 60, as pessoas já deveriam ter algum tino, especialemnte o godard que já não era propriamente um menino de escola.

zazie disse...

La Chinoise tem o efeito raro dew conseguir ser Kitsch sem o querer. E tens razão, ele fez o filme com espírito militante, aproveitando para juntar o maoismo com a guerra do Vietnam. Só que aquilo redunda num decorativismo muito pop, muito engraçado e o sacana é suficientemente talentoso para quase transformar a coisa num misto de bd com music hall

Mas, a verdade é que apesar disso, ainda prefiro este, bem datado mas pop e leve, ao que faz mais recentemente que me parece muito mais carregado e grandiloquente...
(e chato)

e aqui não é chato ":O))

mas o mais engraçado era a projecção disto em pleno PREC
ahahaha
era uma blasfémia ":O))))

zazie disse...

ele é sempre blasé mesmo quando estava convencido que era revolucionário

e as meninas, o gostinho que sempre teve para as meninas...

ou para os galãs e maus da fita. Não há maus da fita como os dele ":O))

zazie disse...

mas sabes que o poster chinoca tem mais 10 anos que o filme?

pois...

timshel disse...

“strike against the rightist deviationist who attempts to reverse correct verdicts”


nem mais

zazie disse...

neste caso o perigoso direitista era o Deng Xiao-Ping...

":O.

Ahab disse...

Por acaso, não imaginava que o cartaz poderia ser dos anos 70. :))) Muito curioso, muito provavelmente estes militantes esquerdistas estão hoje entre a nova elite de milionários chinesa. As voltas que a vida dá...

Na minha opinião, foi por esta altura que o Godard deixou de ter graça. Eu adoro os filmes dele dos anos 50 e 60: o "A Bout de Souflle" (claro!), o "Band Apart" ("super cool"), o "Pierrot Le Fou" ("super maluco") e o meu Godard preferido: o "Alphaville", uma história de ficção cientifica passada num futuro distante e filmada na noite parisiense dos anos 60.

Mas há uma altura, no final dos anso 60 e inicios dos anos 70, em que o Godard começou a perder alguma frescura. Não ligo muito aos filmes que ele faz hoje em dia.