Cornudo atá mangueira,
toma o pão que te caiu!
Hiu! Hiu! Lanço-te üa pulha!
Dê-dê! Pica nàquela!
Hump! Hump! Caga na vela!
Hio, cabeça de grulha!
Perna de cigarra velha,
caganita de coelha,
pelourinho da Pampulha!
Mija n'agulha, mija n'agulha!

5 comentários:

Chesty disse...

I wish I could unnerstand you. I was going to
Learn Spanish in Costa Rica
but got sidetracked in Myrtle Beach. Now i speak fluent Redneck!

zazie disse...

looooooooolll ":O)))

António disse...

os tempos actuais copiam, para pior, o delírio surrealista de O'Neil. Mas sem poesia, apenas com nonsense. Será que o poeta já previa a desilusão pós-revolucionária ao mesmo tempo que gracejava com a idiosincrasia ditatorial salazarista?

Quem conheça a História deste País, e pode cionhecer pouco, que mesmo assim, a memória já o preocupa, não consegue evitar a semelhança com outras crises graves do País. A facilidade com que se solta a resignação, e até desejo, pelo domínio espanhol, aflige. Aflige a sério.

Desde a revolução democrática que o País não atravessou um momento de descrença na independência tão grande como agora. O independenciómetro está com a agulha invertida.

gaja_intrometida disse...

De Gil Vicente até hoje quase nada mudou: os malucos (como o parvo da Barca do Inferno) continuam a ser os únicos a falar verdade e a chamar os bois pelos nomes.... Os vícios, esses mantêm-se.

Nota ao comentário de "antónio": Desculpe a correcção, mas o texto referido não é de O´Neil e sim de Gil Vicente.

António disse...

Sabia que era de Gil Vicente.

Mas Gil Vicente não chega para o delírio actual que a que só - talvez!... - O'Neil responda...