Sintomas a bordo.














os gestos














...os olhares














anónimos.
simbólicos













como os elementos…a dança da luz…o nevoeiro…













um formigueiro de gente…
uma nuvem que avança sobre terra…













a câmara fecha-se nos objectos...
nos gritos













Os leões reagem.
E nós também













E no entanto há esperança

"We thought we were shaping life and cinematography, but, as it turned out, life was shaping both us and cinematography."
S. Eisesntein

There in the desert I lay dead,
And God called out to me and said:
'Rise, prophet, rise, and hear, and see,
And let my works be seen and heard
By all who turn aside from me,
And burn them with my fiery word.'


Pushkin, The Prophet, 1827


“Mas há nesse filme um sequência— igualmente celebérrima— que pode esclarecer muito destes efeitos de ampliação proibidora. É a do início da revolta dos marinheiros, quando se recusam a comer a carne podre que os oficiais lhes destinavam. Manoel de Oliveira explicou-ma um dia e fiquei sempre a pensar nisso.

O plano mais impressionante (mais forte) da citada sequência, mostra a panela de carne, coberta de vermes. É um plano «irrealista», pois que, por piores que fossem os oficiais, não quereriam certamente (até para terem quem continuasse a dirigir o Couraçado) envenenar a tripulação toda. Esse «irrealismo» é sublinhado por Eisenstein em dois planos subjectivos. Um é o do marinheiro, que vê os vermes, outro o do oficial que os não vê. De facto, a comida dos oficiais era diferente da dos marujos. É contra essa diferença que eles se revoltam.
Foi sempre contra diferenças que nos revoltámos. Por exemplo, contra a de não poder ver o que outros viam.”

(João Bénard da Costa, Os Filmes da Minha Vida.)

7 comentários:

Ahab disse...

Só vi o Couraçado uma vez. Ainda andava a estudar do Técnico e foi lá feita uma projecção.

Este plano dos vermes também ficou na minha cabeça. E lembro-me que a impressão que me ficou foi muito parecida com a do JBC. No entanto, a parte de que eu gosto mais do Couraçado é sem duvida a cena do massacre nas escadas. eu sei que é um lugar comum mas, que se lixe!, o raio da cena está mesmo boa!

Zazie, adoro estes teus posts malucos, com montes de fotos. Uma vez no meu blog tentei fazer a mesma com a sequencia dos "Sapatos Vermelhos" de que mais gosto (o espectaculo que a Moira Shearer dá num domingo à tarde num teatro de bairro a que o Anton Walbrook assiste em segredo) mas não saiu nada de jeito!

zazie disse...

só no coloquei a cena da escadaria porque é muito conhecida mas é óbvio que ficou na história. Como o sorriso da Monalisa ":O)

Volta lá aos teus postes! eu gostava tanto...

esta treta para autodidatas em html dá um bocado de trabalho a alinhar. Lá isso é verdade...

e agora o upload do blogger não ajuda nada.

beijocas

By the way: estava a imaginar-te a escreveres isto ainda a limpar o suor da cara e o fumo da arma
ehehehe

iam-se mantando ":O)))

Alexandre disse...

gosto muito do Eisenstein e deste filme em particular.

Ahab disse...

zazie,

Aquilo no BdE ainda não acabou. Eu ainda tenho algumas munições. Mas acho que as do Tcherny estão a chegar ao fim.

Vamos ver. Em relação, aos meus postes... acho que é preguiça pura. Em termos de trabalho, a coisa está leve neste momento por isso divirto-ma a pistolar nos blogs inimigos.

Tenho um amigo que tem um blog 100% benfiquista onde eu tambem lá vou mandar bocas foleiras. Só para chatear! :)))

No entanto, em termos de violencia pura e dura nada se compara aos tempos gloriosos do Barnabe faz agora um ano. Havia para lá com cada cena de porrada verbal que só visto. :))))))

zazie disse...

é... tem sido renhido. E eu perguntei só por perguntar... cóf...cóf...cóf...

agora um blogue dá mais trabalho que um animal doméstico... podes crer. O que eu gostava mesmo era em grupo, lá na Janela. Assim a única vantagem que tem é que não se compromete ninguém com as nossas bacoradas ":O)))

mas porrada em debate é baril. No barnabé não que têm para lá os grunhos nos comentários mas no blasfémias que são todos bem educados dá gozo.

Há um lado catastrófico e esquizoide que às vezes tem muita piada. E estou-me a lembrar de um género de debates completamente passados em que se entra numa espiral que às tantas já ninguém sabe do que fala.
Quando o JM lança o tema do liberalismo na educação, por exemplo. Eu mato-me a rir. Porque as pessoas começam a ficar muito indignadas e vão inventando siuações cada vez mais anormais a ver se cabem no tal liberalismo educativo.
E o JM fica sempre muito cool e limita-se a responder à vez: "e se eles quiserem proibe-se?". Ou: "esse exemplo não é liberal, é caso de polícia"
Looooooooolll

e às tantas não se distinguem uns dos outros e as pessoas vão ficando cada vez mais indignadas com os exemplos que elas próprias arranjam ":O)))

é um tipo de piada que acho que só eu entendo ahahahaha mas mato-me a rir. Nunca perco um debate de ensino do JM ":O)))

zazie disse...

lembro-me sempre da velhota do Almodovar no Que fiz eu para merecer isto" quando está a ensinar o neto a fazer os trabalhos de casa. A classificar estilos: realista, simbolista; realista/simbolista. Vês como é fácil?

":O)))

zazie disse...

ehehe chega a acontecer inventarem casos tão imbecis, sem o JM ter dito nada, que até atiram com a porta e vão-se embora indignados ":O)))